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sábado, 14 de setembro de 2013

Discurso proferido na entrega dos Prémios de Mérito Escolar 2012/13, do Rotary Club de Oliveira de Azeméis

Ao pedirem-me para, em nome do Rotary Club de Oliveira de Azeméis, fazer um elogio público aos jovens que mais se distinguiram nos vários degraus da “academia oliveirense” dei por mim a pensar em como era a vida escolar na minha época.

Recuei uma década e meia, até ao ano em que frequentei o décimo segundo ano e ingressei no ensino superior. Contudo, apesar de só se terem passado 14 ou 15 anos, encontrei diferenças enormes.
A convivência com os colegas era de conversa diária, nas aulas, no recreio, na partilha de CD´s e livros, de idas à Portagem e ao 4º Bairro. Ainda não existiam SMS e namorar tinha que ser com o telefone fixo, de casa, onde normalmente atendia sempre alguém que não era quem se desejava e era necessário fazer uma apresentação e conversa digna desse nome.

Internet era um mundo à parte, de que se falava mas que ainda era pouco explorado: o Google tinha acabado de ser fundado – o Sapo fez 18 anos há dias –, falava-se que ia ser um canal de informação mas, na época, era apenas uma utopia.

As TIC existiam… Não existiam computadores – nas escolas e na maioria das casas – que suportassem os processadores de texto. Apresentações em Powerpoint eram uma miragem, sendo que o Word e Paint faziam as delícias dos mais habilidosos. Tudo o resto era feito à mão, com recortes e fotocopias. 
Em apenas 15 anos vivíamos uma realidade diferente. Não estou a dizer que fosse melhor ou pior, apenas diferente; prova que o mundo está em constante evolução e que a cristalização de momentos, para além da “saudade”, impede o crescimento enquanto cidadãos.

Essa evolução é fundamental para os jovens que temos aqui hoje: os mais bem preparados e eficazes para enfrentar a sociedade e o mercado de trabalho.

Uma das grandes diferenças entre a sociedade que descrevi e a de hoje é a informação. A minha pré-adolescência e a de todos quanto me antecederam não foi preenchida de SMS, blogues, Youtube, Google, Hi 5, Facebook, Twitter, Instagraam, etc.. Ou seja, a grande diferença está na informação e nos conteúdos nela produzidos, na facilidade de acesso à cultura e ao conhecimento.
Se quiséssemos conhecer o mundo que nos rodeia, se quiséssemos fazer um simples trabalho de investigação para alguma disciplina, teríamos que ler imensos livros, jornais, estar atento à televisão e à hora em que passavam os programas. Os mais “preguiçosos” sempre poderiam recorrer à enciclopédia mas a informação nela contida é escassa, tratando os temas superficialmente, não permitindo um real aprofundamento dos casos.

O acesso a fotografias e imagens das maravilhas do mundo era algo complicado. Dou o exemplo de uma das mais belas aldeias de Portugal, o Piódão, escondido entre a Serra do Açor e a Serra da Estrela, só se tornou conhecido após o Rali de Portugal passar lá e saírem imagens lindíssimas para todo o mundo, através da RTP e dos média internacionais; foi aí que os portugueses conheceram a sua terra. Conhecer as maravilhas escondidas no estrangeiro era tarefa quase impossível, a menos que se tivesse muito dinheiro para investir em viagens.

Hoje em dia, graças à internet, todos esses problemas estão dissipados: a partir de casa, de um quiosque, de um tablet ou um smartphone, podemos aceder a todas as novidades, in loco, à escala global.

Hoje, todos, desde os mais jovens aos mais adultos, todas as pessoas têm a possibilidade – e obrigação? – de se manterem informados e, com isso, melhorar o seu nível cultural. No fundo, a grande meta para se atingir uma sociedade mais justa, coesa e solidária: se todas as pessoas comunicarem, falarem entre si e se todos se entenderem, se se atingirem consensos, conseguimos encontrar um caminho para a compreensão e paz mundial, um dos desígnios de Rotary.

Há dias, na Universidade de Verão do PSD, António Barreto referia que um dos problemas de Portugal, do ensino e da sua afirmação era o excesso de formação versus o conhecimento geral, a cultura, a aprendizagem pelo conhecimento. Segundo o Professor, em Portugal estuda-se para se obter uma profissão e não para se ser mais culto e, a partir daí, conseguir trabalhar naquilo que realmente se gosta.
Fará sentido um aluno chegar ao 12 ano e perspectivar estudar para uma licenciatura em Relações Internacionais, tendo perspectiva em ir trabalhar para a Comissão Europeia ou Terapia Ocupacional para ir trabalhar para o Centro de Dia da sua terra, por exemplo?! E se não gostar do curso ou não houver saídas profissionais, o que faz? Não seria melhor tirar um curso geral, técnico ou não, de Direito, Humanidades, Filosofia, Ciências, Economia, Belas Artes, Engenharia ou Medicina e, após isso, escolher em que área pretende trabalhar? Não ficaria com horizontes mais amplos e, consequentemente, com mais saídas profissionais?

A cultura assume, assim, um papel fundamental e praticamente único entre a diferenciação entre os bons e os maus profissionais já que, nos dias que correm, quase todos têm acesso a formação superior.

Vocês, os melhores alunos das escolas de Oliveira de Azeméis, provaram ao longo destes anos que estão prontos, que têm mérito, que podem enfrentar todos os desafios e terão, com toda a certeza, oportunidades únicas pela vossa vida fora – parabéns a vocês, aos vossos pais e tutores e aos professores. Agora é altura de aproveitarem tais oportunidades.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A mercearia - 20

No passado dia 15,o Caracas estava a abarrotar.
Muita gente que normalmente vota no CDS, PS e PCP; de bandeira em riste e afirmando ir votar PSD e Hermínio Loureiro nas próximas autárquicas.
O slogan de campanha, que aponta o passado e perspectiva o futuro, é perfeitamente adequado ao momento que vivemos e que vamos viver; Hermínio Loureiro com um discurso muito bem estruturado e assertivo deu aso a toda a dimensão linguística de “Um bom Presidente”.
Ainda sobre o slogan, quem diz " Um bom Presidente" não é Hermínio Loureiro: são as pessoas anónimas que todos os dias vivem com o resultado da sua gestão. O meu caro amigo Hermínio não tem que se colocar em bicos de pés e afirmar coisas que mais ninguém sonha, só para dizer que é bom; os oliveirenses fazem-no com orgulho.
É o meu candidato. Digo-o.
Sobre as eleições autárquicas, relembro aqui um texto que escrevi em Novembro de 2012, aquando a visita de Jerónimo de Sousa a Oliveira de Azeméis – fui ao comício do PCP porque apesar das diferenças ideológicas, considero Jerónimo de Sousa uma pessoa séria e integra para com os ideais que defende, tendo eu, aí, a oportunidade de o ouvir in loco, sem o spin e/ou cortes jornalísticos -, em que referia que, nas próximas eleições autárquicas, os oliveirenses deverão escolher entre um partido social-democrata e um partido comunista ortodoxo, já que todos os outros partidos – as cúpulas nacionais - não conhecem Oliveira de Azeméis e as necessidades e desejos das suas gentes.
Disse isto em Novembro e reafirmo agora porque, num período em que ninguém andava atrás de votos, o PSD oliveirense tinha trazido a Oliveira de Azeméis Marco António Costa, Miguel Relvas e Marques Mendes, para citar alguns exemplos – o líder partidário é Primeiro Ministro e não se deve deslocar de forma abusiva a acções partidárias – e o PCP trouxe Jerónimo de Sousa.
Este tipo de acções servem para mostrar Oliveira de Azeméis “aos senhores de Lisboa” ao mesmo tempo que as concelhias demonstram, bem, o seu poder dentro das estruturas nacionais e, com isso, mostrarem a “quem manda” os problemas reais dos seus concidadãos. É o levar para as sedes nacionais os problemas da chamada província.
Enquanto isto se passou, o PS trouxe a Oliveira de Azeméis Francisco Assis – (in)felizmente muito longe da actual direcção socialista e da concelhia oliveirense e do Bloco não veio nem Louçã, nem João Semedo nem Catarina Martins.
Posteriormente ao texto, em Fevereiro, o euro-deputado Nuno Melo esteve em Oliveira de Azeméis aquando a posse da concelhia popular.
Assim sendo, por parte dos principais partidos políticos portugueses, os únicos que merecem respeito por parte dos oliveirenses, os únicos que tiveram pessoas da liderança partidária a usarem o seu tempo para visitarem Oliveira de Azeméis e inteirarem-se dos problemas das pessoas de cá, são o PSD, PCP e CDS.

Hermínio Loureiro é o meu candidato e aproveito este espaço para felicitar a candidatura do João – conhece-o desde a altura do colégio – à Câmara Municipal, desejando que as suas intervenções venham alargar o espaço de debate e a troca de ideias, a bem dos oliveirenses.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um bom Presidente

O Caracas cheio,  a abarrotar.
Muita gente que normalmente vota no CDS, PS e PCP; de bandeira em riste e afirmando ir votar PSD e Hermínio Loureiro nas próximas autárquicas.
Hermínio Loureiro com um discurso muito bem estruturado e assertivo.
O slogan de campanha, que aponta o passado e perspectiva o futuro, é perfeitamente adequado ao momento que vivemos e que vamos viver.
Ainda sobre o slogan, quem diz " Um bom Presidente" não é Hermínio Loureiro: são as pessoas anónimas que todos os dias vivem com o resultado da sua gestão. O meu caro amigo Hermínio não tem que se colocar em bicos de pés e afirmar coisas que mais ninguém sonha, só para dizer que é bom; os oliveirenses fazem-no com orgulho.

sábado, 6 de julho de 2013

A mercearia - 19

Estamos a poucos dias das eleições autárquicas -90, mais dia, menos dia – e é natural e salutar que os partidos, os candidatos e as suas listas aos diversos órgãos comecem a aparecer e a comunicar com o público: o seu e o dos outros, tendo em vista a vitória nas próximas eleições.
É um jogo de estratégia, de cor e de palavras que, quando é sério, é bastante digno. Pela minha curiosidade e paixão pela política, colecciono de há anos a esta parte merchandising político das mais variadas campanhas: desde autárquicas portuguesas a presidenciais angolanas, passando pelos processos eleitorais intermédios no Brasil, as primárias Norte Americanas ou a propaganda do Estado Novo, do MFA e do Partido Comunista Chinês.
São pequenos objectos e textos usados pelos partidos tendo em vista a exposição pública; é bom que as pessoas saibam em quem votam e por que é que votam. Mas, para mim, é também um acervo capaz de servir de objecto de estudo a todos quantos queiram estudar a comunicação/ propaganda dos partidos políticos.
Em Oliveira de Azeméis, o concelho que mais me interessa, quem, até ao momento, mais fez pela sua imagem em pré-campanha, foi Joaquim Jorge Ferreira – engenheiro -, candidato do Partido Socialista, tendo afirmado ao Correio de Azeméis “ esta campanha não visa eleger quem mostra ter mais meios ,(…) Ninguém entende que, perante a actual crise, um partido desbaratar milhares de euros em campanha…”.
Já há sede de campanha, site, página no Facebook e muitos outdoors espalhados pela cidade.
Por cima de um fundo azul – deve ser moda, da esquerda à direita, nestas eleições, porque quase todos utilizam um fundo azul!!! - aparece a fotografia do candidato, em mangas de camisa, em sinal que tira o casaco para trabalhar, e o slogam de campanha “ Gestor competente a presidente”.
“Gestor competente a presidente” abre duas hipóteses de interpretação, sendo que uma delas me deixa baralhado em relação a eleição que vamos ter.
O slogan diz-nos que o Sr. Eng. Joaquim Jorge Ferreira é um gestor competente. O leitor sabe isso? Conhece a(s) empresa(s) do Sr. Eng. Joaquim Jorge Ferreira? São do PSI 20 ou do PSI Geral? Tem uma(s) empresa(s) que factura milhões de euros por ano e emprega centenas de pessoas? Está na lista da Forbes? É convidado para escrever livros e dar conferências expondo as suas dificuldades e explicando as suas vitórias?
Eu não sei e também não sei se o leitor sabe. Será que é importante?! Eu não queria o Sr. Américo Amorim nem para Presidente de Junta, quanto mais para liderar a Câmara Municipal. No entanto, se me dizem que é um gestor competente, até prova em contrário, eu acredito que seja.      
O que me causa admiração é um candidato apresentar-se como cabeça-de-lista a umas eleições autárquicas como sendo um gestor competente. A política, a nobre arte da política, é para todos, tendo a profissão que tiverem: médicos, músicos, camponeses, pedreiros, cientistas, cineastas, etc., etc..
Alguém que se diz ser especialista em gestão, coloca-me logo várias questões: será que sabe de sociologia? Finanças públicas? Protecção civil? Desporto? Bem sei que tudo se aprende, que ninguém chegou a um cargo 100% preparado.
Contudo há algo que me intriga ainda mais: eu, como consultor de empresas, conheço centenas de empresas, empresários e membros da administração; contudo, não conheço nenhuma empresa que seja uma democracia.
Ou seja, pela minha experiência, custa-me a crer que um gestor formatado no ambiente empresarial consiga ser um líder democrata, consiga ouvir e atender a pessoas que são sistematicamente contra a sua posição, sem poderem usar termos que, infelizmente e cada vez mais, estão presentes na administração das empresas: “quero, posso e mando” e “rua”.
A mim causa-me confusão quando ouço alguém dizer que o país, a Câmara Municipal ou a Junta de Freguesia deveriam ser geridos como um empresa. Onde estaria, aqui, a voz dos cidadãos?! Onde estaria o contra-poder?! Onde estaria o direito ao contraditório?! Isso não existe no mundo empresarial.
Tudo isto se passa em ditadura, não em democracia, por mais ténue que ela seja.
Pelo mesmo prisma, penso ser um erro colossal alguém se apresentar a uma eleição enaltecendo-se como sendo um “gestor competente”, em vez de, por exemplo, se apresentar como sendo um humanista.

 Numa altura de crise financeira, económica, política e social, num país entregue à austeridade e aos gestores tecnocratas, como, por exemplo, o ex-ministro das finanças, o Dr. Vitor Gaspar, o Sr. Eng. Joaquim Jorge Ferreira apresenta-se como sendo mais um, igual a todos os outros, não trazendo, para já, nada de diferente ou positivo à campanha e aos oliveirenses. 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

A mercearia -18

Como todos sabem, gosto de desporto: por ser (ter sido) praticante de alguns desportos, por tradição, pela estratégia, pelo “dever cumprido” mesmo quando se perde, pela superação da condição física e mental, pelo bem-estar e pela saúde.
Apesar de ter as minhas preferências clubísticas, não entro em grandes euforias nem em grandes lamúrias quando a minha equipa favorita ganha ou perde: tudo é desporto, tudo é treino.
No entanto, tenho um orgulho muito grande quando equipas e desportistas da minha terra ganham as suas competições ou alcançam resultados dentro dos objectivos inicialmente traçados. Aqui, nos últimos tempos, temos tido vários motivos de alegria que vão do ténis ao basquetebol, do hóquei ao ciclismo, não esquecendo um “grande desporto” de integração social, como é o caso do boccia. 
Além dos feitos alcançados por atletas e clubes, Oliveira de Azeméis, de há muitos anos a esta parte, é uma meca no desporto nacional, pautando-se pela organização de vários campeonatos das mais diversas modalidades, de congressos e colóquios de dirigentes, médicos e atletas, pela aproximação da actividade desportiva à população.
Ao falar de desporto em Oliveira de Azeméis não se pode dissociar de falar da União Desportiva Oliveirense (UDO). A UDO é o maior clube do concelho, é um dos maiores do distrito de Aveiro, com equipas de topo nas mais diversas modalidades e escalões.
Pela sua dimensão, pelo número de atletas e modalidades que congrega, é o clube mais representativo, a todos os níveis: tem dimensão física e cultural.
Devido ao número de atletas na formação e aos espaços utilizados pela UDO, a Oliveirense é o clube que mais fundos recebe anualmente por parte da edilidade e aos quais o Partido Socialista se opõe.
O Partido Socialista de Oliveira de Azeméis usa o argumento que a UDO recebe muito mais dinheiro e apoios que os outros clubes, não existindo equidade.
Há dias, aqui neste espaço, uma pessoa ligada ao PS local, sobre a subida da UDO à Liga Profissional de Basquetebol, disse: “(…)como é que tem uma equipa do mais alto nível de competição nacional da modalidade que não tem sequer infra-estruturas para os treinos?” para, de seguida “os oliveirenses viram a sua equipa do coração regressar à Liga Profissional de Basquetebol mas, além das palavras e do carinho do público, com que mais pôde esta equipa contar?” e finalizar com “ (…)quem sabe estará para chegar uma Câmara e um presidente que vos possa convenientemente dar apoio…”.
Perante isto, várias dúvidas surgiram, às quais gostava de obter resposta. Assim:
1.       O PS local, que criticou veemente o apoio dado pela Câmara Municipal à UDO vem, agora, depois da equipa sénior da UDO subir ao escalão mais alto do basquetebol nacional, sugerir mais apoios para a oliveirense?
2.       Não sabe o PS local que na cedência de espaços por parte da GEDAZ à UDO, nomeadamente o pavilhão municipal para o treino das equipas de basquetebol, não há direito a nenhum pagamento?
3.       Pretende o Eng. Joaquim Jorge Ferreira, caso ganhe as eleições autárquicas, edificar um centro de treino específico para a oliveirense?
4.       Se sim, a autarquia constrói e cede o espaço por tempo indeterminado, aluga o espaço (a valor de mercado ou a preço simbólico?), ou tem em mente outra forma de transferir algo público para uma entidade privada?
Como cidadão oliveirense, como interessado na causa pública, como desportista, como adepto da UDO, gostava de ouvir o Eng. Joaquim Jorge Ferreira falar sobre estes assuntos ou, então, o putativo Vereador do Desporto de uma possível equipa de gestão autárquica do PS a responder a tais perguntas (se for alguém diferente de Ana Catarina Santos porque, das suas opiniões/ ideias, já todos sabemos quais são).
Aproveito também a ocasião para voltar a questionar o Eng. Joaquim Jorge Ferreira sobre a sua linha estratégica: se pretendem dar um centro de treino à UDO, suponho que, em linha do que defenderam até aqui, também pretendam dar o mesmo tratamento aos outros clubes. Ou seja, qualquer clube terá direito a um espaço próprio, digno da(s) modalidade(s) que pratica, capaz de ombrear com o que de melhor se faz no centro da Europa, Estados Unidos e China.
Assim sendo, o PS irá apostar numa política de obras-públicas, com construções idênticas às até aqui edificadas e que, além de lapidarem mais um pouco o erário público, se prevê uma taxa de ocupação reduzida?

Ou será que, agora, a duplicação de relvados sintéticos, courts de ténis, piscinas, ringues de patinagem, pistas de atletismo, é, para o PS local assim como foi em tempos para o PS nacional, o custo da interioridade?!  

in Politica Queira Mais

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A mercearia - 17


Estamos a poucas horas de se iniciar um dos eventos mais marcantes da sociedade oliveirense, que se realiza há já muitos anos, tendo como função revisitar modas e costumes de outrora, dando a conhecer os sabores tradicionais, numa estreita colaboração com associativismo do concelho. Refiro-me, como podem imaginar, ao “Mercado à Moda Antiga”.
Falamos de um evento que começou por carolice, de dimensão local, com a força de vontade da GRACC e que, em boa hora, foi apadrinhado pela Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
A estratégia da Câmara Municipal, assumindo o Vereador responsável pela área do Turismo um papel fundamental, foi o de transformar um evento local num evento supralocal, atravessando várias fronteiras. Nos últimos anos foi feito um esforço nesse sentido, mediatizando o “ Mercado à Moda Antiga”.
Para isso, em colaboração estreita com o Turismo Porto e Norte, a divulgação do evento nas lojas de Vigo (Espanha) do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, dando a conhecer aos estrangeiros Oliveira de Azeméis e as suas actividades; a presença na BTL – o certame mais importante do país no que diz respeito ao turismo. A presença de promotores nos mercados do Bolhão e Aveiro, assim como na Estação de S. Bento e na Ribeira de Gaia.
No contacto directo com o público, além de todas estas acções, é de primordial importância a internet, a imprensa escrita e a televisão.
Também aqui foi feita uma grande aposta nos dois últimos anos, e toda a gente fala do “Mercado à Moda Antiga” em Oliveira de Azeméis.
Como garantia de sucesso, para os oliveirenses mais cépticos, fica o caso da Abreu. A Abreu é uma empresa centenária que tem como core business as viagens e o turismo. Este ano, pela primeira vez, a Abreu criou pacotes especiais para trazer turistas a Oliveira de Azeméis, ao “Mercado à Moda Antiga”.
Se uma empresa – que vive da visão e risco da sua administração, com vista a dar lucros – aposta neste nosso produto, é porque ele está bem pensado, estruturado, organizado, acrescenta valor e tem potencial para o futuro.
Não sei quais são as expectativas da Abreu e dos dois hotéis a ela associados; podem contar com uma visita ou cem visitas. Para mim, a primeira família a vir a Oliveira de Azeméis através deste pacote já é uma vitória porque nos indica que o caminho é válido.      
É com este tipo de eventos – como, também, a “ Noite Branca”, “Volta a Portugal em Bicicleta”, “ Mundial de Futsal”, etc. - que, em conjunto com os produtos que se fabricam em Oliveira de Azeméis, podemos falar da “Marca Azeméis”.
Oliveira de Azeméis apresenta-se com um grande centro industrial – moldes, calçado, agro-alimentar -, um cada vez mais importante centro de ensino – Escola Superior Aveiro Norte, Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha, etc. -, e, também, como um polo turístico na região Entre Douro e Vouga.  
Ao ver todas estas potencialidades, apenas tenho pena de a linha do Vale do Vouga não ser aproveitada pela Metro do Porto por forma a transportar (diariamente) muito mais pessoas ou não ser aproveitada como uma linha turística, utilizando, a exemplo de muitos países da Europa, as velhas locomotivas a carvão.
Com qualquer uma destas soluções, certamente, Oliveira de Azeméis teria mais um motivo para mais pessoas poderem vir ao Mercado (ou para o trabalho). No entanto esse é tema para outra discussão, num outro local.
Desejo a todos um excelente “Mercado à Moda Antiga”. Por lá nos encontramos!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A mercearia - 16


Decorreu hoje, no cine-teatro Caracas, a sessão “Políticos de Palmo e Meio”. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, que decorre desde 2006, que visa fomentar, em crianças de tenra idade, princípios básicos de democracia e cidadania, o conhecimento do concelho e dos órgãos executivos.
Numa altura em que é enraizado na nossa sociedade – ainda não percebi se propositadamente por grupos políticos radicais (de esquerda, de direita e anarquistas como, por exemplo, o movimento “ Que se lixe a Troika”, o “Movimentos 12 de Março” ou os “Indignados” ) ou se por descuido e ignorância – que todos os políticos são corruptos, que não são necessários, caindo-se numa falácia ao invés de se exigir justiça, convém envolver todos nas questões da democracia, começando pela representação, apresentação de ideias e discussão. A sessão “Políticos de Palmo e Meio” consegue tudo isso e desejo, com toda a sinceridade e esperança, que no futuro tenha frutos, conseguindo uma sociedade com pessoas cada vez mais informadas e interessadas pela causa pública.
O tema da sessão deste ano foi “Património” – um tema que não era fácil - e eu esperava ouvir discussões sobre o património no mundo de uma criança: a casa e a escola.
Por exemplo, ouvir os miúdos pedirem um parque de jogos novo, um baloiço, umas balizas para jogarem à bola, um jardim; quanto muito, uma cantina para a escola. Estava à espera de ouvir alguém dizer que conhece um colega que não se alimenta tão bem como ele e os colegas e perguntar porquê e o que poderá ser feito.
Contudo, ao ouvir crianças de nove e dez anos a falarem de “ Qren”, “ Adritem”, “sustentabilidade”, “percentagem de financiamento da Câmara Municipal” e afins, causa-me alguma estranheza. Ao ouvir tudo isto sem o sorriso e a espontaneidade típica de quem ainda não tem preocupações na vida, fez-me levar a pensar a tristeza dos nossos dias.
Crianças, a lerem papeis, claramente escritos por adultos, usados como arma de arremesso em jogos políticos cobertos pela comunicação social, repetindo questões levantadas na Assembleia Municipal, interpelando o Presidente da Câmara com o vigor de um oposicionista, em ano de eleições autárquicas, é, no mínimo, um abuso.
Espero que em 2014, quando se realizar a próxima sessão dos “Políticos de Palmo e Meio”, depois de passado o período eleitoral, devolvam a inocência aos miúdos de Oliveira de Azeméis.  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A mercearia - 14


Como todos sabem sou um desportista assíduo, federado, que, além das provas de automobilismo e por forma a obter a condição física necessária para ter níveis de desgaste físico e concentração dentro dos parâmetros ditos aceitáveis, pratico outros desportos.
Este gosto pelo desporto vem desde muito novo – fui para a natação ainda antes dos dois anos, na Escola Livre de Azeméis, pratiquei ténis durante nove anos, no CTA, joguei basquete, na Oliveirense, andei na equitação e ingressei no automobilismo- e foi encarado como tradição familiar: o Avô Heitor foi dirigente da Oliveirense; o Tio Aníbal foi campeão no ténis, pela Oliveirense, campeão no basquete, pela Académica de Coimbra, médico do Sporting e do Comité Olímpico Português; o Tio Simplício foi campeão de ténis, pela Oliveirense; o Pai foi atleta da Mocidade Portuguesa (numa altura em que quase todos os jovens teriam que pertencer à propaganda do Estado, quer quisessem ou não), da Oliveirense, da Escola Livre, do CTA, dirigente, também, do CTA; o Tio Zé Manel foi, até há bem pouco tempo, dirigente do Sporting. Ou seja, eu cresci a ouvir falar de desporto e prática desportiva, entre jogos ao ar-livre, balneários, tardes de domingo a ver a RTP 2, etc..
Por tudo isto, sempre considerei o desporto como um factor agregador da sociedade, de inclusão, onde, após o árbitro soar o apito, o semáforo passar a verde ou após a “moeda ao ar”, não há ricos nem pobres, não há brancos pretos ou amarelos, não há quezílias, não há diferenças. O que existe, a partir desse momento, é tão e só a vontade de ganhar, de ser o primeiro, de levar para casa os louros; tudo dentro das regras, do desportivismo e da camaradagem.
Assim, o desporto incute nas pessoas o espírito guerreiro e de conquista mas, também, a compreensão, a amizade, o respeito, a hierarquia, a lei. Ajuda-nos a sermos educados, a tratar todos de igual para igual, a compreender a função de cada um dentro de uma equipa e a reconhecer o valor do mecânico e do ponta-de-lança, ambos importantes, ambos vencedores e ambos derrotados.
O desporto, pelo que descrevi anteriormente, assume uma função vital na educação dos jovens e adultos porque é um caminho de compreensão e reconhecimento, que leva os povos à paz. Os Jogos Olímpicos foram, são, e espero que continuem a ser, durante muitos séculos, os jogos da paz e do intercâmbio mundial de culturas, raças e religiões.
É fundamental educar os nossos jovens – especialmente em alturas de grave crise financeira, económica, social e cultural – no respeito e compreensão pelo próximo, com base no desporto, de forma que todos possam conviver pacificamente. Por isso, é fundamental a criação de um plano de Desporto Escolar, é fundamental os clubes e as associações terem um papel educador/ integrador dos jovens, assumindo um papel social da comunidade.
Neste aspecto, a GEDAZ integrou um projecto europeu – Elys – que visou trazer para as escolas de Oliveira de Azeméis boas práticas desportivas, promovendo uma cultura desportiva com o apoio das famílias, fazer prevalecer o fairplay.
A GEDAZ, apesar dos momentos difíceis por que passam as empresas municipais por todo o país, não deixa de exercer o seu papel no desporto oliveirense, fulcral para a toda a sociedade.

domingo, 14 de abril de 2013

A mercearia - 13


Eu gosto de cidades e, de igual forma, gosto de aldeias e pequenas vilas. Não gosto das duas por igual ao mesmo tempo porque não me consigo refugiar nelas em tempos iguais. O que eu não gosto, mesmo nada, são cidades que parecem aldeias, que perderam – ou nunca tiveram – o cosmopolitismo necessário para ser cidade ou, de igual forma, aldeias que mais parecem cidades, que ao invés de um baixo casario apresentam construções em altura e uma vivência plástica. Neste caso passamos de uma rusticidade típica a um provincianismo bacoco, tentando imitar – mal – o que se passa “lá fora”.

As cidades, as verdadeiras, as cosmopolitas, que têm história a trespassar as ruas, são caracterizadas pelas enormes opções de trabalho, cultura, diversão, recriação e espaços verdes. Centremo-nos aqui, nos espaços de lazer e diversão arborizados, de extrema importância para renovar o ar atmosférico, criar zonas de sombra nos meses mais quentes e capazes de albergar pequenos pássaros.

Se pensarmos na cidade mais próxima de Oliveira de Azeméis, o Porto, temos bairros típicos que contêm pequenos jardins e zonas arborizadas. É assim em S. Lázaro, na Cordoaria, o Palácio de Cristal, a Praça Francisco Sá Carneiro, Praça de Liége, Arca d´Água, Praça da República, etc.. Só depois surgiu o Parque da Cidade.

Se pensarmos em Lisboa, entendemos a cidade de igual forma, com pequenos jardins que vão desde Campo de Ourique à zona reabilitada da Expo, sem esquecer, claro está, Monsanto.

Por esse mundo fora, cidades como Londres, Berlim, Karslruhe, Bruxelas, Brasília, Washington, Oslo, etc., têm pequenos jardins, pequenos espaços de lazer, por cada bairro.

Retomando a nossa pequena escala oliveirense, foi apresentado pela Câmara Municipal o projecto Parque dos 11, que visa a reabilitação da Feira dos 11: um espaço outrora importante para o comércio oliveirense mas desde há muitos anos transformado num parque de estacionamento desordenado, cheio de equipamentos avulsos e com árvores em avançado estado de degradação, que apenas por sorte, não provocaram um acidente, tendo sido necessário o seu abate.

O projecto apresentado para o Parque dos 11 tem como conceito principal a vivência ao ar livre e a prática desportiva, interligado através de um percurso associado a um ginásio e a um circuito de manutenção. Terá um grande espaço relvado, sendo uma área multiusos capaz de albergar várias funções – lazer, estadia e recreio. Para contemplação, uma grande banqueta, permitindo uma visão periférica de todo o espaço.

O que foi proposto e debatido foi uma requalificação do actual espaço, tendo em conta o período de audição pública que decorreu até 15 de Março, criando pela primeira vez um verdadeiro espaço de lazer naquela zona da cidade, contemplando o uso dos outros equipamentos aí existentes, e pensado nas pessoas.

Serão plantadas o dobro das árvores que existiam, Bétula Alba, uma espécie autóctone, portuguesa. Serão igualmente plantados hydrangeas e cornos alba, que darão ao parque tonalidades brancas, na primavera, e avermelhadas no outono. O espaço será intervencionado e dará vida a Oliveira de Azeméis!

Ficou-se também a saber que a médio prazo os passeios da cidade serão repensados, intervencionados e arborizados, por forma a dar beleza à cidade e a criar pontos de ligação entre os vários espaços verdes, como sejam o Parque dos 11, o Jardim Público, Praça da Cidade, Av. D. Maria, a Alameda em frente à Escola Soares de Basto e, claro está o ex-libris, Parque de La-Salette.

Neste conjunto de espaços intervencionados, não podemos esquecer igualmente as margens do rio Caima, em Palmaz, o Parque Molinológico de Ul, espaços intervencionados em S. Roque, a praça em Carregosa, etc..

Ou seja, Oliveira de Azeméis, a cidade e o concelho, estão a criar pequenos espaços verdes que têm a capacidade de proporcionar momentos de lazer em família, contemplação da natureza e a prática desportiva, a exemplo das grandes cidades mundiais.

Após esta intervenção e os melhoramentos que se pretendem nas ruas e passeios, Oliveira de Azeméis poderá pensar num Parque da Cidade, a exemplo do Porto, a exemplo de Lisboa e de outras cidades. Só o deverá fazer nessa altura porque caso contrário poderá cair num provincianismo bacoco, visto bem perto de nós, de termos cidades com grandes parques da cidade mas não existindo espaços de proximidade com as zonas residenciais.

Na mesma semana que a arquitecta Maria Luís Gonçalves, em nome dos técnicos da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, apresentou o projecto Parque dos 11, Gonçalo Ribeiro Telles, o mais conhecido e conceituado arquitecto paisagista português foi galardoado com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, o “Nobel” da arquitectura paisagista. Este prémio, que deve enobrecer todos os portugueses, é a prova do valor dos nossos arquitectos e das nossas escolas de arquitectura e mostra, também, como a organização do território contemplando espaços de lazer em comunhão com a natureza é cada vez mais actual.

Para terminar apenas duas notas: a primeira, de apreço, para com Leonel Martins da Silva, uma voz sempre a ter em conta no universo socialista oliveirense, que ouviu a explicação do projecto, parabenizou-a e deu sugestões válidas para o médio-prazo.

Em sentido inverso, depois de tanta tinta que correu nos jornais e caracteres gastos no Facebook e Twitter, não vi na sala nenhum dos “grandes oliveirenses”  que falaram de tempos idos – da sua meninice e juventude, do preservar a memória histórica de um povo nem que fosse apenas um “cancro” na cidade-, que criticaram a Câmara Municipal pelo abate das árvores, que disseram cobras e lagartos do poder executivo camarário. Ninguém. Afinal, nunca lhes ocorreu no pensamento a melhoria da Feira dos 11, nunca a segurança pública oliveirense foi motivo de preocupação: o que fizeram foi, tão e só, escárnio e maledicência gratuita, numa necessidade atroz de serem do contra e de aparecerem na comunicação a dizer qualquer coisinha.

terça-feira, 12 de março de 2013

A mercearia - 10


No meu ponto de vista, Rui Rio é o autarca modelo dos últimos tempos: numa altura onde já não existia dinheiro a rodos enviado pela Comunidade Europeia, Rio conseguiu gerir bem uma cidade, conseguiu revitaliza-la e dar melhores condições de vida aos seus cidadãos. Fez política pela política, ou seja, preocupado exclusivamente com a melhoria e o bem-estar geral em prol dos seus interesses. Sá Carneiro teria orgulho dele.
Esta forma de actuar custou-lhe alguns dissabores, provavelmente também perdeu irremediavelmente o lugar de Primeiro Ministro mas ganhou para todo o sempre o respeito do povo da segunda maior cidade de Portugal.
Eu fui morar para o Porto em 1999 e consegui ver bem de perto a diferença entre a governação socialista de Fernando Gomes/ Nuno Cardoso e a forma de fazer política que se seguiu. O Porto era um estaleiro, uma cidade sem nenhum ponto de interesse, um sítio perigoso para se habitar e passear, onde o main stream dos seus habitantes, em horas de lazer, se resumia aos shopping e às discotecas na zona industrial. O Porto, como se viu em casos de justiça que surgiram a posteriori, vivia da pressão e do lobby que circulava entre construtoras, associações, empresas de segurança, claques de futebol. Daí resultou um abaixamento drástico do pequeno comércio tradicional, o empobrecimento e destruição das ruas, o afastamento das pessoas para cidades periféricas.
Rui Rio passou o primeiro mandato a resolver estes problemas, problemas de gestão corrente, a, como se diz na gíria, “limpar a casa”.
Depois disso traçou um objectivo: voltar a trazer pessoas para a baixa portuense. Seguindo-se a estratégia: trazer para a baixa o pequeno comércio tradicional, restaurantes e bares; fazer com que as pessoas vivam na baixa porque lá se poderia encontrar de tudo.
Para se analisar a forma/ força com Rio tratou da estratégia dado um objectivo, vale a pena recordar a implementação do El Corte Inglês em Gaia. A primeira localização era o Porto; mais propriamente a zona da Rotunda da Boavista. A Câmara do Porto acolhia a empresa espanhola se ela se instalasse na zona dos Aliados. Caso contrário não queria porque, com isso, iria criar uma concorrência ao comércio da Baixa e os investidores iriam-se sentir defraudados.  O El Corte Inglês abriu em Gaia; Rio manteve a aposta e o respeito.
Podemos e devemos olhar para o que foi feito no Porto e, à nossa escala, pensar numa solução idêntica para o centro de Oliveira de Azeméis.
Actualmente o comércio tradicional e a restauração oliveirense estão dispersos por vários pontos da cidade, sendo difícil aos comerciantes unirem-se para criar melhores condições a todos, não é promovido o cross-selling natural que as pessoas exercem quando vão comprar na rua: saltam de loja em loja, não é possível a comparação de ementas dos restaurantes e, de grande importância social, não é promovido o convívio típico de uma pequena multidão.
Com tanta dispersão como aquela que temos nos dias de hoje, é normal as pessoas não reconhecerem vida, movimento e convívio a Oliveira de Azeméis.
A Zona Pedonal, o Jardim Público e o Largo do Gémini são três zonas de indiscutível valor para se promover o comércio tradicional, a restauração e a animação nocturna, bem como a dinamização cultural da cidade.
A exemplo do Porto, juntar estas quatro premissas na mesma solução é como acrescentar dentes a uma roda dentada, fazendo o movimento de um tocar o movimento do outro.
Por forma a se cativarem os empresários para o centro da cidade, além da campanha de promoção mediática que deverá ser feita, é necessário contabilizar a ajuda financeira. Como incentivo, como ajuda, a Câmara Municipal poderia, para novos negócios – pequenas lojas, restaurantes e bares -, aplicar taxas reduzidas no licenciamento, na utilização de esplanadas, promover horários de encerramento diferentes, etc..
São apenas alguns exemplos - certamente existirão muitos mais – de como se poderia dinamizar o comércio tradicional e a restauração, devolvendo  Oliveira de Azeméis aos oliveirenses, fazer com que se repitam imagens como as que vemos nas fotografias dos anos sessenta e setenta do século passado.
A prova que este poderá ser o caminho é a forma como as pessoas se deslocam ao Mercado à Moda Antiga e à Noite Branca, ávidos de conviverem.
A exemplo da Baixa do Porto, onde vemos uma cidade que vibra dentro da própria cidade, a Zona Pedonal de Oliveira de Azeméis poderá vibrar o ano todo, com pequenas lojas, artistas plásticos, esplanadas de verão e de inverno, conversas, musica, alegria e sorrisos.      

sexta-feira, 8 de março de 2013

A mercearia - 9



Meus Caros amigos, começo esta crónica com um desafio: vão à La-Salette, à zona do miradouro e olhem um pouco para a Vossa esquerda.
O que vão ver, ao fundo, entre duas fragas, é a ribeira de Cidacos: um local calmo, com água fresca, que, em tempos, foi intervencionado pela Câmara Municipal, criando-se ali uma zona de convívio; umas mesas de piquenique, junto à cascata da ribeira e outras, de madeira, um pouco mais a baixo.
Se olharem bem, conseguem traçar uma linha recta, por uma zona de floresta e campos, praticamente desabitada, entre o parque e a ribeira. Se olharem e se sonharem, como eu faço de cada vez que lá vou, poderão imaginar o parque de La-Salette, prolongado até à ribeira de Cidacos.
O parque, devido a muitas obras que se deixaram fazer em torno dele, deixou de ser um ex-libris verde para ser um local de culto e um “centro lúdico” para todos quanto o visitam. Continua a ter árvores, é certo, mas, porventura, não estão tão cuidadas como se poderiam estar.
O prolongamento do parque até à ribeira de Cidacos seria uma oportunidade para devolver o verde ao parque, para se criar um parque único, botânico, vocacionado para o estudo e para o turismo. Nas cidades vizinhas – S. João da Madeira e Vale de Cambra – existem os apelidados “ Parque da Cidade”, vocacionados para a actividade física. Será que são diferenciadores? Eu penso que não. Penso que serão importantes para as comunidades locais mas infra-estruturas idênticas em tão curto espaço territorial, além de redundante, não me parece que acrescentem valor ao EDV. Para Oliveira de Azeméis temos que pensar algo diferente, que se adapte à nossa história e à nossa cultura. 
Com o prolongamento do parque tem que se pensar, desde logo, em aspectos estratégicos e práticos, para que tudo tenha sentido e aplicabilidade: o parque seria botânico, um polo capaz de captar turistas de Portugal e da Europa, que seja possível aprofundar o conhecimento e a ligação às universidades como, por exemplo, potenciar o estudo de interacções que provoquem a doença alérgica.    
Foram emigrantes oliveirenses no Brasil que enviaram as árvores que ainda hoje crescem na La-Salette; é devido a isso que em Oliveira de Azeméis existem árvores únicas na Europa. A história poder-se-á repetir: trazer árvores exóticas, catalogadas, plantando-se em alamedas identificadoras do local de origem.
A criação de jardins típicos de outros locais do mundo. Para um japonês o paisagismo é uma elevada forma de arte, conseguindo, num curto espaço, expressar a essência da natureza de forma harmoniosa com a paisagem local. Um jardim japonês, por exemplo, com um lago de carpas, bambus, cerejeiras ou acer vermelho.
A edificação de estufas, em vidro “oliveirense”, onde poderão florescer orquídeas. A edificação de uma estrutura de apoio com laboratórios que permitam o estudo e a monitorização do parque porque é necessário controlar a criação destes ecossistemas para que eles não interajam com o ecossistema local.
A criação deste “novo” parque tem que respeitar o actual parque. Assim, o parque começaria a seguir à “Casa do Mateiro” e o acesso à capela, estalagem e piscina seria livre, como hoje, mas com a particularidade de se ter que fazer sem carros.
A partir deste ponto seria necessário pagar a entrada. Já estive em alguns parques naturais e botânicos em três continentes e o acesso era sempre limitado e/ou pago. É uma forma de preservar os parques e, também, fazer com que as pessoas dêem real valor ao que estão a visitar.
Dentro do “novo” parque as pessoas circulariam a pé, por entre a floresta, e seriam criados transportes especiais no seu interior, complementando os percursos pedestres, como sendo um funicular ou um teleférico. A passagem pela variante seria superior, sendo mais barata que uma passagem inferior, ajudando a divulgar ainda mais o parque, junto de todos os que seguiriam para a auto-estrada e Vale de Cambra.
A criação do parque botânico de La-Salette não é barata mas poderá ser levada em conta no médio prazo: Portugal não vai viver eternamente em crise, poderão ser disponibilizados fundos europeus e grande parte do trabalho é feito com técnicos que já se encontram nos quadros da Câmara Municipal – arquitectos paisagistas, jardineiros, pessoal administrativo e pessoal não diferenciado.
A criação do parque botânico de La-Salette deverá ser uma ideia a ter em conta quer pela importância que poderá ter para o turismo regional e a economia local que depende directa e indirectamente dele mas, sobretudo, para a própria manutenção da actual La-Salette. 


in Politíca Queira Mais

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A mercearia - 6


Há dias contaram-me uma história, a qual fui procurar na web e trago-a para aqui:
Certa vez fizeram um teste com macacos. Cinco macacos em uma pequena sala. No meio da sala havia uma escada. No topo da escada havia um belo cacho de bananas.
Os macacos ao verem as bananas subiam a escada, porém uma pessoa com um jacto de água muito forte derrubava-os da escada e molhava todos os outros.
Passava o tempo outro tentava subir: a pessoa derrubava o macaco e molhava todos os outros.
Chegou um tempo em que um dos macacos foi subir só que os outros bateram nele, impedindo assim que o tal macaco subisse a escada, pois sabiam que iam ser todos molhados.
Retiraram dois macacos e colocaram dois novos macacos.
Os dois que entraram não sabiam de nada e foram subir na escada. Resultado? Levaram porrada dos outros três macacos.
Trocaram os outros três macacos. Os outros três macacos não sabiam de nada, porém ao subirem a escada os outros dois macacos impediam, dando porrada nos outros três. 
Resumindo. Todos macacos foram trocados. Os novos macacos não sabiam o motivo por que não podiam subir a escada. Porém não permitia que nenhum outro que aparecesse subisse!”.
Não sei se este estudo sobre a psicologia de grupo é verídico ou não mas, contudo, tenho a certeza que o resultado é: há muita gente que toma determinado tipo de acções sem saberem o porquê de as tomar, apenas e só porque outros dizem para o fazer, retaliando se não obedecerem.
Na vida e na política, por uma razão ou por outra, isto é normal. Quando se está na oposição há já quase 37 anos, é prática diária ter que se dizer mal (com ou sem razão); caso contrário, o restante grupo bate-lhe. Hoje em dia temos jovens que coabitam no mesmo grupo dos mais velhos, dos que até agora só perderam eleições; muitos deles nunca foram molhados mas agem como se tivessem sido, com os mesmos tiques e as mesmas angústias, o mesmo modo e método que fez com que a banana nunca fosse alcançada. Se não existirem ideias novas, dificilmente as pessoas irão acreditar neles… e continuam a dizer mal.
Mas se pensarmos bem, a arte de mal dizer é algo enraizado na nossa cultura. Tanto que temos jovens – bastante válidos a avaliar pelas suas carreiras académicas – que quando se encontram no exterior e lhes perguntam de onde são, respondem que são do Porto ou de Aveiro. Haverá forma mais ingrata de se honrar a sua terra, não a reconhecendo?! Ou quando lhes perguntam como é a sua terra, dizem prontamente que Oliveira de Azeméis é um beco cheio de buracos. Será que não temos mais do que isso?!
Bem sei que não é o paraíso no céu e Oliveira de Azeméis na Terra. Temos muitos problemas a resolver e que seria bom com um “estalar de dedos” eles estarem sanados. Mas o país não suporta mais isso, é necessária contenção. Apesar disso é bom sonhar, é bom prever; se assim for, estamos mais despertos para as oportunidades.
Também sei que é mais fácil dizer mal de alguma coisa que reconhecer o mérito a quem o merece, especialmente se for nosso conhecido.
Só não entendo este tipo de comentários e comportamento vir de parte de quem pensa que um dia poderá ter a seu cargo a responsabilidade de gerir o Concelho; se fosse numa conversa de café, ainda vá que não vá. Assim, parece, no mínimo, pouco responsável.
Contudo, infelizmente, nada disto é importante; todo este “dizer mal” não se destina a que os eleitores oiçam, destina-se a outra coisa. Vivemos uma partidocracia que mais parece uma claque de futebol onde ou se é a favor ou se é contra: tudo o que a governação faz ou é 100% acertada ou 100% errada, dependendo do lado em que se está, sem se tentar perceber o porquê ou a aplicabilidade das medidas.
Assim sendo, quando vemos jovens a dizerem mal da governação camarária, não o fazem no sentido que a sua voz seja escutada pelos eleitores nem, tão pouco, pela ausência total de ideias, por quem toma decisões, podendo e devendo ter mais uma opinião em conta. Quando vemos jovens a protestarem uma acção, um acto de gestão ou uma ideia, dizem-no tão e só para mostrar ao seu grupo que eles são iguais aos demais e que, apesar da banana estar por cima deles e tendo uma escada que os leva até ela, não vão ser eles a tentarem fazer algo diferente, sob pena de levarem porrada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A mercearia - 2


Há dias tive o prazer de visitar a Área de Acolhimento Empresarial ( AAE) de Ul/ Loureiro; foi, de facto, um prazer.
Desde muito cedo que defendo um aproveitamento das linhas de comunicação que Oliveira de Azeméis tem – EN 1, Linha do Vale do Vouga, A 32, A 29, A 1, proximidade com os portos de Aveiro e de Leixões, proximidade com a Linha do Norte da CP, proximidade com aeroporto Francisco Sá Carneiro, a apenas 188 km da fronteira terrestre de Vilar Formoso -, para potenciar a indústria, a agricultura e o turismo. A AAE de Ul/ Loureiro, no meu ponto de vista, assenta na perfeição neste aproveitamento porque vai potenciar a captação de novas indústrias para o concelho de Oliveira de Azeméis, trazendo, com isso, maior nível de facturação global das empresas oliveirenses, criação de postos de trabalho, fixação de mais famílias na freguesia de Loureiro, aumento genérico da pequena economia e reconhecimento de Oliveira de Azeméis, dentro da classe empresarial, como um concelho onde vale a pena apostar.
Na visita que fiz, pude reparar que os arruamentos ainda não estavam prontos, as acessibilidades também não, mas, contudo, já existem empresas a fixarem-se no local, prevendo começarem a produzir até ao final de Janeiro. Óptimo!
Para validar o sucesso de algo, nada melhor do que a vontade de querer estar presente antes de todos os outros, da vontade de ser pioneiro, de poder dizer que foi o primeiro. O Grupo Yser quis ter essa vontade, ajudando a que a AAE de Ul/ Loureiro seja ainda mais potenciada – pela presença deste projecto âncora que assenta na área energética – junto das empresas que procuram um local para novas instalações perto das vias que poderão levar os seus produtos até aos clientes.
Outro motivo de prazer que tive foi o de olhar a cara do Senhor Mário Lopes e ver a satisfação de um sonho concretizado. Talvez por isso, pela importância que o antigo Presidente de Junta sempre deu ao projecto, várias empresas se foram estabelecendo nas imediações da actual AAE, construindo pavilhões num local inóspito em que faltavam infra-estruturas para acolher empresas. O esforço e a audácia dessas pessoas foi agora reconhecido, podendo lucrar de todas as acessibilidades que estão a ser criadas e, de extrema importância, do networking que se poderá gerar através da proximidade física das empresas.
Com um investimento de 11 milhões de euros, espera-se um elevado retorno para Loureiro, Ul e Oliveira de Azeméis, ao nível da economia local e da melhoria da condição de vida das populações. Deixo uma palavra de agradecimento a quem pensou, aprovou e executou tal obra porque todos vamos usufruir dela.
No final da visita desloquei-me ao centro de Loureiro para ver algumas obras em curso que melhorarão, de sobremaneira, o dia-a-dia dos habitantes do lugar do Coxo, rua do Fojo e travessa do Barão.
A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis está a investir em Loureiro; um executivo PSD vai dar a uma Junta de Freguesia do Partido Socialista, em ano de eleições, 97.000 €. Isto deverá servir de lição a todos quantos pensam que a política vive da guerrilha e não da real preocupação para com as condições de vida das populações, colocando os interesses partidários à frente do bem comum.   

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Visita Área de Acolhimento Empresarial Ul/ Loureiro







Azeméis com crescimento sustentado


Em Setembro escrevi este texto. Penso que, cada vez mais, se mantém actual.

Há tempos, no final de 2007 ou início de 2008, fui entrevistado para um órgão de comunicação social ligado ao desporto automóvel em que perguntavam a minha opinião sobre a abertura do autódromo de Portimão e o impacto que iria ter.

Respondi que em termos turísticos e na deslocação de pessoas e dinheiro o autódromo seria interessante, no chamamento de pessoas ao Algarve mas teria que existir uma maior ligação às pessoas da região.
Disse, na altura, que essa ligação deveria começar pela Universidade porque onde existisse um autódromo, alunos de engenharia, marketing, nutrição e comunicação social teriam objecto de estudo.
Disse isso em relação a um autódromo mas a fórmula, a meu ver, poderá ser aplicada a muitas outras coisas. Por exemplo, a indústria!
A região de “Entre Douro e Vouga” e principalmente Oliveira de Azeméis constituem um importante cluster na indústria automóvel. Nesta região são desenvolvidas e produzidas milhares de peças dos automóveis dos dias de hoje: ópticas para a Ferrari e Audi, pára-choques para a Mercedes, Ford e Peugeot, espelhos para a Volvo, tabliers para a Seat, painéis para a Citröen, etc..
Oliveira de Azeméis é conhecida a nível mundial pelos grandes fabricantes de automóveis, vindo a esta cidade discutir as evoluções tecnológicas dos automóveis do futuro, por forma a se utilizarem novos materiais, mais leves, resistentes e amigos do ambiente.
Esta história de sucesso começou há muitos séculos atrás, iniciando-se com o aparecimento da primeira fábrica de vidro em Portugal, em 1484, denominada Fábrica do Côvo, em Oliveira de Azeméis.
As técnicas de trabalhar o vidro foram-se aperfeiçoando ao longo dos tempos e de pequenos artesãos criaram-se grandes indústrias, sendo que desde meados do século XIX até aos anos 20 do século XX, criaram-se três empresas fulcrais no desenvolvimento industrial da região: A Vidreira, A Boémia e Centro Videiro do Norte de Portugal.
A partir dos anos 50 do século passado, vários empregados da indústria vidreira com visão de futuro, perceberam que com a introdução de novos materiais em produtos de consumo diário - como o plástico – iriam ser prejudiciais à indústria do vidro.
Assim, utilizando todo o know-how de quem produz artefactos em vidro há séculos através das técnicas de sopro e moldagem, a indústria oliveirense revitalizou-se e colocou-se na primeira linha de empresas que moldam novos materiais para a indústria e para as grandes massas.
Com este desenvolvimento industrial e com a necessidade de se criarem mais e melhores quadros nas empresas, urge a criação de escolas de ensino superior para acompanhar o crescimento.
Aqui temos um processo idêntico ao que falei no autódromo e é por isso que a criação do Parque do Cercal – as novas instalações da Escola Superior Aveiro Norte – vai ser fundamental para um desenvolvimento sustentado de Oliveira de Azeméis e das suas gentes.
Oliveira de Azeméis tem a indústria e, atrás dela, veio o aprofundamento do conhecimento, envolvendo outras valências como a investigação e desenvolvimento tecnológico, o apoio à incubação de novas empresas, o estímulo ao empreendedorismo, a promoção do emprego qualificado e apoio ao tecido económico local e regional.
Neste momento o ramo da engenharia é o mais valorizado mas não nos podemos esquecer que uma empresa não vive só de engenheiros. Precisa de pessoas nas áreas de economia, do marketing, recursos humanos, comunicação.
Precisa também de operadores especializados para que haja uma boa execução dos projectos, necessita de pessoas para a logística, de pessoas para as cantinas, para a limpeza, todo um conjunto de massa humana capaz de fazer uma empresa andar para a frente.
Assim, além da Escola Superior Aveiro Norte, a Escola Superior de Enfermagem e o CENFIM, ainda há espaço para mais e melhores escolas profissionais e do ensino superior. 
Apesar da crise e das dificuldades, Oliveira de Azeméis tem ferramentas que nos possibilitam olhar o futuro com esperança, numa perspectiva de consolidação económica e que trará melhores condições de vida a todos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resoluções para 2013 - o lado local

Como não poderia deixar ser, por último,a minha amada terra: Oliveira de Azeméis.
De forma genérica, o que pretendo para 2013, em Oliveira de Azeméis, é:


  • A vitória do PSD, de Hermínio Loureiro e da sua equipa nas autárquicas. Digo-o claramente porque além de todo o trabalho desenvolvido até agora - poder-se-á ver aqui ou, então, pela execução das promessas eleitorais que, apesar das grandes dificuldades económicas que o país atravessa, têm sido sobejamente cumpridas - é necessário dar continuidade ao mesmo. Oliveira de Azeméis, de 2009 para cá, cresceu qualitativamente: mostrou-se ( a autarquia e as empresas, através de eventos, promoções, presença junto dos centros de decisão) e atraiu mais investimento nas mais variadas áreas económicas, permitindo que a condição de vida dos oliveirenses permaneça, nesta altura, estável.
  • Com a vitória do PSD desejo, como é óbvio, a derrota do PS e demais forças da oposição. Contudo, espero uma derrota digna, espero uma derrota após uma campanha onde se discuta política, se discuta o essencial para os oliveirenses e não o assessório. Infelizmente não é isso que o PS oliveirense nos habituou... com muita pena minha. Na oposição à edilidade de Oliveira de Azeméis, por vezes, surgem delfins, pequenos lobos, que vão servir uma ovelha; e, por isso, aos socialistas digo: deixem o PS ser forte, deixem de lado quem só sabe perder eleições de forma repetida e consecutiva e apostem nas novas ideias. Com um executivo e uma oposição fortes, os oliveirenses só têm a ganhar. Se as coisas continuarem como estão, com uma Câmara forte e uma oposição fraca, todos perdemos.

Azeméis é vida

2012: mais um ano de muito trabalho

domingo, 4 de novembro de 2012

Jerónimo de Sousa em O.Azeméis - V

Por último, falo da vinda de Jerónimo de Sousa da Oliveira de Azeméis como oliveirense, como cidadão interessado e que preza por andar informado sobre o que se passa à sua volta.
Vir um líder partidário à minha terra, por muito que discorde desse líder, é, para mim, um motivo de orgulho e de respeito.
Orgulho porque alguém reconheceu mérito a Oliveira de Azeméis, tanto que dedicou parte do seu tempo em se deslocar aqui. Orgulho também porque, devido a isso, Oliveira de Azeméis aparecerá nas notícias, tornando-se um concelho cada vez mais reconhecido.
O respeito que sinto, e que todos os oliveirenses deveriam sentir, vem no seguimento do orgulho: se alguém dedica parte do seu tempo a vir visitar Oliveira de Azeméis, a vir conhecer Oliveira de Azeméis, por mais que discordemos dos seus ideais, devemos respeito a essa pessoa, a esse partido.
Se pensarmos que hoje esteve em Oliveira de Azeméis Jerónimo de Sousa e que no último ano estiveram cá Marco António Costa, por duas vezes, Miguel Relvas, uma vez e Francisco Assis, outra vez, poderemos avaliar o quão importante é a nossa terra para as estruturas nacionais dos partidos.
Do PCP veio o líder, do PSD vieram dois generais da actual direcção e do PS veio uma pessoa que não é próxima do actual PS - nem do nacional nem do concelhio.
Posto isto, só posso pensar que das cabeças pensantes de Lisboa, dos líderes nacionais dos cinco maiores partidos, apenas dois têm respeito por Oliveira de Azeméis e pelos oliveirenses: PSD e PCP.
Assim sendo, parece-me justo dizer que os oliveirenses, nas próximas eleições, deverão escolher entre um partido social-democrata e um partido comunista ortodoxo, já que todos os outros não conhecem Oliveira de Azeméis e as necessidades e desejos das suas gentes.

Jerónimo de Sousa em O.Azeméis - III

Jerónimo de Sousa, uma pessoa que, apesar das nossas diferenças ideológicas, considero sério e integro para com os ideais que defende, esteve igual a si próprio. Ou seja, não trouxe nada de novo: colocou PSD, CDS, PS, Presidente da Republica e Troika no mesmo saco, falou contra as grandes empresas e as famílias que detêm o capital, relembrou Abril em contraposição com os "36 anos da velha política de direita".
Jerónimo de Sousa jogou uma partida de ténis entre o dinheiro disponível para a banca e o dinheiro que não está disponível para a produção. Falou um pouco de economia, focalizado na agro-industria e no sector extractor, falou um pouco da disparidade dos aumentos do IRS, em contraposição com o IRC, e pouco mais de palpável.
E andou assim à volta, a "tirar água sem caneco", a vociferar contra PSD, CDS, PS, Presidente da Republica, Troika, grandes empresas e as famílias que detêm o capital.