Ontem disseram-me que o Lobo Xavier é que deveria estar à frente do CDS.
Eu, simplesmente, respondi: " O Rui Rio no PSD e o Francisco Assis no PS".
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sexta-feira, 5 de julho de 2013
Num mundo perfeito
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Recolhas de hoje ainda relativas ao dia de ontem
"Eu gostava muito que os cidadãos (todos e cada um) compreendessem a frase provocatória do título. Não há democracia sem Relvas, como não há democracia sem o Bloco de Esquerda, sem o PS e sem o PSD, sem o CDS e sem o PCP; sem extremistas de um lado e de outro, sem patetas e indigentes, sem mentirosos e sem alarves. Não há democracia sem pluralismo, sem todos poderem falar, sem todos se respeitarem nos seus direitos. Não há democracia sem regras, não há democracia sem o império da Lei.
Um dos grandes homens do 25 de Abril, Melo Antunes, logo na noite após o 25 de Novembro de 1975, quando o PCP e a extrema-esquerda estavam destroçados, disse na televisão: Não há democracia sem o PCP. E com essa frase, apoiada, aliás, pelo PS e por todos os outros partidos, salvou a liberdade.
Eu vi nas manifestações que agora se chamam "grandoladas" cartazes a dizer "Basta de Governos de direita". Mas, por muito mau que este Governo seja (e tem sido bastante), não há democracia sem governos de direita e governos de esquerda. E não há democracia se os governos, de qualquer cor, não forem apenas derrubados nos estritos termos constitucionais.
Também não há democracia sem manifestações populares, por muito que elas custem aos governantes. Pelo que os ministros têm de saber conviver com elas e querer conviver com elas, no caso de sentirem ministros de uma democracia. Mas não há democracia se essas manifestações se destinarem a retirar o primordial direito da liberdade a outros, ainda que ministros.
Não há democracia se os jornalistas não defenderem o primado da liberdade de expressão acima de quaisquer considerações políticas.
Como diz hoje Francisco Assis no "Público" (e cito um dirigente do PS insuspeito de gostar de Relvas), o ministro "foi vítima de atos civicamente inaceitáveis e, por isso mesmo, absolutamente condenáveis. O resto não é para aqui chamado". Posso dizê-lo mais alto, mais vezes, mas não o posso dizer melhor!
Podem dizer "Que se lixe a troika" e podem até mandar a troika lixar-se. Mas vão ter de o fazer nas cabines de voto! Porque em democracia esse é o modo - o único - de mandar alguém embora!
E se me vierem dizer que a democracia não dá de comer a ninguém, eu repondo sem hesitar: todas as ditaduras - todas elas, da esquerda à direita - causaram mais miséria do que a mais miserável das democracias. O resto é conversa de quem quer enganar, porque não são apenas os governos que mentem."
Henrique Monteiro in Expresso
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Felizmente há políticos que fazem a diferença
É por isto que nem tudo no Partido Socialista é mau e nem tudo no PSD é bom.
Actualmente vivemos uma partidocracia que mais parece uma claque de futebol onde ou se é a favor ou se é contra: tudo o que a governação faz ou é 100% acertada ou 100% errada, dependendo do lado em que se está, sem se tentar perceber o porquê ou a aplicabilidade das medidas.
É bom dialogar, discutir; é do confronto de ideias que brotam novidades e é essa a política que vale a pena ser vivida.
Actualmente vivemos uma partidocracia que mais parece uma claque de futebol onde ou se é a favor ou se é contra: tudo o que a governação faz ou é 100% acertada ou 100% errada, dependendo do lado em que se está, sem se tentar perceber o porquê ou a aplicabilidade das medidas.
É bom dialogar, discutir; é do confronto de ideias que brotam novidades e é essa a política que vale a pena ser vivida.
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domingo, 4 de novembro de 2012
Jerónimo de Sousa em O.Azeméis - V
Vir um líder partidário à minha terra, por muito que discorde desse líder, é, para mim, um motivo de orgulho e de respeito.
Orgulho porque alguém reconheceu mérito a Oliveira de Azeméis, tanto que dedicou parte do seu tempo em se deslocar aqui. Orgulho também porque, devido a isso, Oliveira de Azeméis aparecerá nas notícias, tornando-se um concelho cada vez mais reconhecido.
O respeito que sinto, e que todos os oliveirenses deveriam sentir, vem no seguimento do orgulho: se alguém dedica parte do seu tempo a vir visitar Oliveira de Azeméis, a vir conhecer Oliveira de Azeméis, por mais que discordemos dos seus ideais, devemos respeito a essa pessoa, a esse partido.
Se pensarmos que hoje esteve em Oliveira de Azeméis Jerónimo de Sousa e que no último ano estiveram cá Marco António Costa, por duas vezes, Miguel Relvas, uma vez e Francisco Assis, outra vez, poderemos avaliar o quão importante é a nossa terra para as estruturas nacionais dos partidos.
Do PCP veio o líder, do PSD vieram dois generais da actual direcção e do PS veio uma pessoa que não é próxima do actual PS - nem do nacional nem do concelhio.
Posto isto, só posso pensar que das cabeças pensantes de Lisboa, dos líderes nacionais dos cinco maiores partidos, apenas dois têm respeito por Oliveira de Azeméis e pelos oliveirenses: PSD e PCP.
Assim sendo, parece-me justo dizer que os oliveirenses, nas próximas eleições, deverão escolher entre um partido social-democrata e um partido comunista ortodoxo, já que todos os outros não conhecem Oliveira de Azeméis e as necessidades e desejos das suas gentes.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
e sobre o debate no PS
"Um dos sinais mais confrangedores do nosso estado de coisas é o actual debate no PS. É isto que o principal partido da oposição tem a dar como debate após a crise que o tirou do poder? Nada, rigorosamente nada. Junto disto uma Universidade de Verão da JSD parece Oxford, Yale, Cambridge e Harvard juntos.
Podem-se encontrar mil e uma razões para falar da “prisão” argumentativa do PS pelo acordo com a troika, mas isso é o menos válido dos argumentos porque, não só esse acordo ganha e muito em ser discutido, como, penso eu com certa ingenuidade, continua a haver mundo depois da troika. É verdade que penso que Assis é diferente de Seguro, um produto estandartizado da máquina de produção das “jotas”, o que aliás não é, nos dias que correm, má carreira. Mas ela tem o Principio de Peter inscrito na sua génese e, mais cedo ou mais tarde, ele revela-se com todo o esplendor. Quanto a Assis, que eu conheci ainda Presidente da Câmara de Amarante a querer ir mais longe no debate então consentido – por exemplo - organizou comigo e com Sottomayor Cardia um debate então “proibido” por todas as ortodoxias sobre a abertura da televisão à iniciativa privada, - precisa de ter adversários à altura. É aí que a solidez da sua formação política ultrapassa a retórica das suas palavras, que também não é por si só defeito num tempo em que dominam os soundbites. Então Assis aparece como pensando a política sem deixar de a fazer, uma excepção aos tempos de espectáculo rasteiro em que vivemos.
O deserto de ideias que Sócrates deixou não é de agora. O deserto de ideias vem de Guterres e já fez surgir, da areia seca, Sócrates. Este por sua vez empenhou-se a sério em manter a ecologia de onde tinha nascido, como último arbusto espinhoso num mar de areia. Compreende-se. Agora, a actual disputa interna acaba por representar mais um passo nessa desertificação da desertificação, uma vaga palração inócua e genérica que não move ninguém, nem interessa a ninguém. É como se estivessem a ler uma lista telefónica.
No debate sobre o partido Seguro fala de uma vacuidade, a necessidade de “refundar o PS”, coisa que ninguém sabe o que é e que, se existisse, mesmo em embrião levaria Seguro à mais ignominiosa derrota da história do PS. Quanto a Assis, como aparece como o underdog, vai mais longe e propõe um sistema à americana de eleições internas abertas a eleitores registados, para tentar escapar ao controlo aparelhístico que favorece Seguro. È uma proposta que vale a pena discutir, e em que já acreditei mais do que acredito. Mas, insisto, merece discussão e é a única coisa de diferente que surgiu neste debate.
COMBATER O APARELHISMO
Já tive a ilusão que os mecanismos de proximidade e o alargamento da base eleitoral eram condições para diminuir o poder crescente dos aparelhos de gestão de carreiras que tomaram o PS e o PSD. Hoje sou mais céptico e menos entusiasta dessas fórmulas, porque infelizmente, tudo é demasiado pequeno em Portugal. A regra de que todos somos primos uns dos outros, é uma praga em Portugal.
Não é difícil ao aparelho alargar o controlo para universos eleitorais mais vastos a nível local e regional, e aí ganhar um acréscimo de legitimidade que está longe de ser inócuo nos seus efeitos. Mas admito que, se o universo eleitoral for de facto muito amplo e com base nacional, talvez haja aí uma vantagem. Porém outro risco pode manifestar-se que é deslocar a eleição partidária para o terreno mediático e, se bem que isso possa fazer melhor corresponder a vitória eleitoral interna ao sentimento do eleitorado, pode também reproduzir as perversões espectaculares para o interior dos partidos. Mas admito que possa haver uma experiência nesse sentido.
Há outro caminho, mais difícil e menos popular, mas cujo mérito se pode medir pela oposição dos aparelhos à sua aplicação. Refiro-me a medidas como aquelas que Rui Rio introduziu no PSD quando do chamado processo de refiliação, e que ficaram pelo caminho devido às enormes resistências que geraram. Algumas eram tão simples como os mecanismos de fiabilidade no pagamento das quotas, de modo a garantir que estas não eram (não sejam) pagas colectivamente por caciques das secções. E outras para dificultar o papel dos sindicatos de voto, implicando regras quando ao direito de voto, elaboração de cadernos eleitorais, controlo das eleições, etc., etc. Também não são eficazes a cem por cento, mas melhoram muito a ecologia eleitoral."
José Pacheco Pereira
Podem-se encontrar mil e uma razões para falar da “prisão” argumentativa do PS pelo acordo com a troika, mas isso é o menos válido dos argumentos porque, não só esse acordo ganha e muito em ser discutido, como, penso eu com certa ingenuidade, continua a haver mundo depois da troika. É verdade que penso que Assis é diferente de Seguro, um produto estandartizado da máquina de produção das “jotas”, o que aliás não é, nos dias que correm, má carreira. Mas ela tem o Principio de Peter inscrito na sua génese e, mais cedo ou mais tarde, ele revela-se com todo o esplendor. Quanto a Assis, que eu conheci ainda Presidente da Câmara de Amarante a querer ir mais longe no debate então consentido – por exemplo - organizou comigo e com Sottomayor Cardia um debate então “proibido” por todas as ortodoxias sobre a abertura da televisão à iniciativa privada, - precisa de ter adversários à altura. É aí que a solidez da sua formação política ultrapassa a retórica das suas palavras, que também não é por si só defeito num tempo em que dominam os soundbites. Então Assis aparece como pensando a política sem deixar de a fazer, uma excepção aos tempos de espectáculo rasteiro em que vivemos.
O deserto de ideias que Sócrates deixou não é de agora. O deserto de ideias vem de Guterres e já fez surgir, da areia seca, Sócrates. Este por sua vez empenhou-se a sério em manter a ecologia de onde tinha nascido, como último arbusto espinhoso num mar de areia. Compreende-se. Agora, a actual disputa interna acaba por representar mais um passo nessa desertificação da desertificação, uma vaga palração inócua e genérica que não move ninguém, nem interessa a ninguém. É como se estivessem a ler uma lista telefónica.
No debate sobre o partido Seguro fala de uma vacuidade, a necessidade de “refundar o PS”, coisa que ninguém sabe o que é e que, se existisse, mesmo em embrião levaria Seguro à mais ignominiosa derrota da história do PS. Quanto a Assis, como aparece como o underdog, vai mais longe e propõe um sistema à americana de eleições internas abertas a eleitores registados, para tentar escapar ao controlo aparelhístico que favorece Seguro. È uma proposta que vale a pena discutir, e em que já acreditei mais do que acredito. Mas, insisto, merece discussão e é a única coisa de diferente que surgiu neste debate.
COMBATER O APARELHISMO
Já tive a ilusão que os mecanismos de proximidade e o alargamento da base eleitoral eram condições para diminuir o poder crescente dos aparelhos de gestão de carreiras que tomaram o PS e o PSD. Hoje sou mais céptico e menos entusiasta dessas fórmulas, porque infelizmente, tudo é demasiado pequeno em Portugal. A regra de que todos somos primos uns dos outros, é uma praga em Portugal.
Não é difícil ao aparelho alargar o controlo para universos eleitorais mais vastos a nível local e regional, e aí ganhar um acréscimo de legitimidade que está longe de ser inócuo nos seus efeitos. Mas admito que, se o universo eleitoral for de facto muito amplo e com base nacional, talvez haja aí uma vantagem. Porém outro risco pode manifestar-se que é deslocar a eleição partidária para o terreno mediático e, se bem que isso possa fazer melhor corresponder a vitória eleitoral interna ao sentimento do eleitorado, pode também reproduzir as perversões espectaculares para o interior dos partidos. Mas admito que possa haver uma experiência nesse sentido.
Há outro caminho, mais difícil e menos popular, mas cujo mérito se pode medir pela oposição dos aparelhos à sua aplicação. Refiro-me a medidas como aquelas que Rui Rio introduziu no PSD quando do chamado processo de refiliação, e que ficaram pelo caminho devido às enormes resistências que geraram. Algumas eram tão simples como os mecanismos de fiabilidade no pagamento das quotas, de modo a garantir que estas não eram (não sejam) pagas colectivamente por caciques das secções. E outras para dificultar o papel dos sindicatos de voto, implicando regras quando ao direito de voto, elaboração de cadernos eleitorais, controlo das eleições, etc., etc. Também não são eficazes a cem por cento, mas melhoram muito a ecologia eleitoral."
José Pacheco Pereira
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Enquanto...
... Assis se mostra preocupado mas, ao mesmo tempo ponderado, Lello continua na sua incrível verborreia!!
( ou será que a culpa foi, mais uma vez, do danado do BlackBerry que teima em se meter com o Presidente da República?!)
( ou será que a culpa foi, mais uma vez, do danado do BlackBerry que teima em se meter com o Presidente da República?!)
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Que venha Francisco Assis
Desde há muito tempo que prezo e estimo Francisco Assis. É um homem inteligente, sensato, ponderado, que demonstrou no passado que não alinha com caciques internos que, excepção feita ao período de campanha eleitoral e que é perfeitamente desculpável, foi a pessoa que esteve mais próximo de Sócrates mas que ao mesmo tempo sabia qual a distância que deveria manter para o descalabro da governação.
Francisco Assis é, como já tinha dito no passado, o homem que o PS necessita para credibilizar o partido e ajudar Portugal.
No actual momento que atravessamos - apesar de dentro de dias voltarmos a ter um governo forte, coeso, responsável, constituído pelo PSD e CDS - é necessária uma oposição credível e responsável, com sentido de Estado e preponderante para a aplicação do Memorando.
Por todas estas razões, desejo a maior sorte a Francisco Assis na sua luta interna com António José Seguro e o PS mais radical.
Francisco Assis é, como já tinha dito no passado, o homem que o PS necessita para credibilizar o partido e ajudar Portugal.
No actual momento que atravessamos - apesar de dentro de dias voltarmos a ter um governo forte, coeso, responsável, constituído pelo PSD e CDS - é necessária uma oposição credível e responsável, com sentido de Estado e preponderante para a aplicação do Memorando.
Por todas estas razões, desejo a maior sorte a Francisco Assis na sua luta interna com António José Seguro e o PS mais radical.
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domingo, 5 de junho de 2011
Duvidas de ocasião
Agora que terminou o período eleitoral, gostava de perguntar a Francisco Assis, António José Seguro, António Vitorino, Mario Soares, Jorge Sampaio, e demais figuras socialistas pensantes se acreditavam naquilo que disseram e defenderam nos últimos dois meses.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
Este é o Francisco Assis que conheço: um Homem franco, inteligente, ponderado e quiçá farto de Sócrates e deste PS.
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domingo, 15 de maio de 2011
Dúvidas que populam por aí
Será que Sócrates almoçou com a Fátima, em Felgueiras?!
E Francisco Assis, cabeça-de-lista pelo Porto, também foi ao almoço?!
E Francisco Assis, cabeça-de-lista pelo Porto, também foi ao almoço?!
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
E?!
Pacheco Pereira revelou um sms que teria como efeito "silenciar" os deputados do PSD durante um dia. Esse silencio seria para não dar argumentos ao PS.
E?! Qual é o drama?! Do sms em si ou de Pacheco Pereira ter revelado o facto?
Começando pelo fim, por Pacheco Pereira, qual é o problema que mais de um mês após o envio do sms, cujo conteúdo não tem nada de extraordinário, este seja revelado? É algum segredo de estado, algum documento histórico? É necessário esperar 40 anos?
Penso que não.
O partido que mais exerce disciplina de voto é o PS. É sabido que o controlo exercido pela direcção do partido sobre os deputados é enorme, de fazer corar o PCP e o BE.
( Sim, porque o PCP e o BE escusam de exercer disciplina de voto porque sabem de antemão que é aquilo e só aquilo que os seus deputados defendem. Caso contrário não seriam nem deputados nem funcionários do partido nem o que quer que seja - Carlos Brito? Daniel Oliveira?)
Se existe esse controlo por parte do partido, como é que ele é feito? Como é que a direcção passa as linhas mestras, a táctica aos deputados? Por e-mail? Telegrama? Junta-os a todos numa sala e faz uma palestra ou passa a informação de ouvido-em-ouvido como Panoramix na Floresta dos Carnutes?
Malta do Jugular, especialmente a Fernanda Câncio e o João Pinto e Castro, de que modo é que é feita essa passagem de informação? Se calhar o João Galamba pode responder ou temos que esperar que António José Seguro ou Francisco Assis comecem a falar o que realmente pensam para sabermos o que se passa dentro do PS?
Pelo simples método do sms não é certamente porque senão não estavam tão espantados!
sábado, 9 de abril de 2011
O PS está por tudo
Ouvindo os discursos dos socialistas, dá para perceber que eles estão por tudo, numa táctica de empurra para frente e quem vier atrás que feche a porta. Depois de Sócrates, António Costa, António Vitorino e Vera Jardim ( em declarações à margem da sala) afirmarem e reafirmarem que a culpa é da oposição, que todo o mal do mundo não se deve ao PS, só podemos estar perante isto: o PS sabe que perde as eleições e tenta tudo por tudo para perder por pouco, nem que para isso seja necessário vir para a rua de "faca e alguidar". Depois da derrota virão os outros socialistas para negociar - Francisco Assis, Luís Amado, Ferro Rodrigues e todos aqueles que se mantiverem discretamente dentro da cúpula de decisão.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
A reunião socialista
Pessoas interessantes a ouvir na reunião dos socialistas em Matosinhos:
- Manuel Alegre
- Manuel Maria Carrilho
- António José Seguro
- Francisco Assis
- José Vera Jardim
- Ana Gomes
- Vítor Ramalho
Tudo o resto é mais do mesmo: cheira a caruncho e a carne assada.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sem demora, ao contrário das suas previsões e de tudo quanto disseram Sócrates, Silva Pereira ou Assis.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
Não é segredo para ninguém que desde há algum tempo que considero Francisco Assis um político brilhante. Não só pela sua capacidade oratória - de muita importância mas não fundamental - mas sobretudo pelo seu poder de análise e uma vasta cultura que lhe permite discutir política no seu estado mais puro. Transpondo para o PSD, diria que é alguém como Rangel, até pelo percurso europeu. Algo que todos se devem lembrar de Assis é o episódio de Felgueiras onde, contra tudo e contra todos, foi à luta e perdeu para uns militantes viciados e facciosos. Nesse momento mostrou uma seriedade inabalável: lutou contra o PS porque para si os princípios éticos e morais devem estar acima do resto. O que me espanta em Francisco Assis é a sua posição desde a última semana de campanha presidencial onde abandonou parte dos seus princípios para se juntar ao PS "de Felgueiras" que é radical, populista, que governa por conta e risco, que não fala verdade ao povo. Espanta-me esse Assis. A defesa exagerada que fez a Sócrates no dia da votação do PEC IV e, na mesma onda, a sua declaração do hoje após a intervenção do Presidente da República são completamente descabidas do Pensador de Amarante e entram na perfeição na propaganda socialista. Sou dos que acredita que os políticos têm, acima de qualquer ideologia, princípios; espero que Francisco Assis retome os dele, que muita falta vão fazer ao país depois das eleições.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Francisco Assis fez uma interversão brilhante, de acordo com o que seria de esperar dele.
Pena que tivesse sido uma intervenção deslocada: foram os 6 anos de governo socialista que nos colocaram nesta situação. Apenas isso.
Pena que tivesse sido uma intervenção deslocada: foram os 6 anos de governo socialista que nos colocaram nesta situação. Apenas isso.
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terça-feira, 22 de março de 2011
A crise política gerada por Sócrates - III
E leva a reboque o PS mais esclarecido a colocar igualmente água na fervura.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A armadilha a Assis
No PS, dia após dia, cresce o sentimento de derrota.
Na Segunda Grande Guerra e nas Invasões Francesas, os russos adoptaram a táctica de terra queimada. Ou seja, quando pressentiam a derrota e eram obrigados a retirar, queimavam tudo para que o inimigo não encontrasse bens nem víveres.
Tal táctica está a ser utilizada pelo PS. Não podem queimar mas podem isolar politicamente e é isso que estão a fazer a Francisco Assis.
O deputado portuense é, desde há muito, o único socialista capaz de pegar no PS e dar um rumo certo a um partido que se espera responsável. Tal discurso de responsabilidade vai crescendo com o falar verdade, com o desprendimento pelo poder, com o pensar no melhor para os portugueses e não com o que é melhor para si ou os seus.
O actual discurso de Francisco Assis é contraditório ao discurso de Sócrates e do Governo, incomodando o poder instalado.
Na impossibilidade de demitir de funções Francisco Assis para não levantar muitas ondas, a cúpula socialista lança Jorge Lacão para confundir a oposição e isolar Assis.
A jogada foi dada agora mas o xeque-mate será no congresso da sucessão de Sócrates.
Na Segunda Grande Guerra e nas Invasões Francesas, os russos adoptaram a táctica de terra queimada. Ou seja, quando pressentiam a derrota e eram obrigados a retirar, queimavam tudo para que o inimigo não encontrasse bens nem víveres.
Tal táctica está a ser utilizada pelo PS. Não podem queimar mas podem isolar politicamente e é isso que estão a fazer a Francisco Assis.
O deputado portuense é, desde há muito, o único socialista capaz de pegar no PS e dar um rumo certo a um partido que se espera responsável. Tal discurso de responsabilidade vai crescendo com o falar verdade, com o desprendimento pelo poder, com o pensar no melhor para os portugueses e não com o que é melhor para si ou os seus.
O actual discurso de Francisco Assis é contraditório ao discurso de Sócrates e do Governo, incomodando o poder instalado.
Na impossibilidade de demitir de funções Francisco Assis para não levantar muitas ondas, a cúpula socialista lança Jorge Lacão para confundir a oposição e isolar Assis.
A jogada foi dada agora mas o xeque-mate será no congresso da sucessão de Sócrates.
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