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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Infelizmente, para rir. Só pode!

Bem sei que vivemos tempos conturbados, com crise social, económica, política, de valores; bem sei disso tudo.
Mas, apesar disso, penso que é necessário ter tino, especialmente a comunicação dita social: das quatro notícias assinaladas em baixo, não são verdade, pois não?! Aquilo não são noticias ou o mundo anda virado do avesso...




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nostalgia de Salazar


"Há quem diga que o relatório do FMI tem falhas graves. Não sei, não tenho competência para analisar em pormenor os dados que lá constam, mas acredito que sim. Como tenho visto certos 'especialistas' citarem aspetos do relatório do FMI que nem sequer lá constam.
Algumas críticas àquele documento fazem todo sentido. Os Estados, embora devem ser prudentes com o dinheiro, coisa que o nosso não foi, não podem ser dirigidos pelo dinheiro, como alguns técnicos parecem pretender. Mas existem outras críticas - e  são essas que aqui me trazem - que constituem uma autêntica nostalgia do salazarismo. Eu explico. Para Salazar, a liberdade individual não tinha qualquer significado. Considerava-se um protetor do povo, porque achava o povo incapaz de escolhas sensatas. Isso, seria algo bom para os ingleses e holandeses, mas não para povos simples, pobretes, mas alegretes, como nós, portugueses.
Acontece que esse tipo de ideologia faz hoje muito caminho em Portugal. Certas receitas podem ser boas lá fora, dizem-nos. Mas aqui, atenção! O nosso povo é especial, não pode ser deixado a si próprio. A nossa sociedade civil é má, não pode autorregular-se. Temos especificidades próprias que os estrangeirados não entendem.
E esta nostalgia abarca todo o espetro político. Ouviram ontem Marcelo Rebelo de Sousa? Quem o ouviu, percebe melhor do que estou a falar."

Henrique Monteiro in Expresso

Acordo entre governo e PS

A avaliar por esta notícia, que diz que o PS pretender extinguir a ADSE, podemos constatar que existia um acordo prévio entre governo e PS, antes de ser divulgado o famigerado relatório do FMI.
A questão que se coloca é velha: "o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?"; neste caso é: o que nasceu primeiro, o acordo entre Passos Coelho e Seguro para a refundação do estado ou o pedido de um relatório ao FMI?
É importante esta questão?! É.
Se o acordo foi firmado antes do pedido do relatório, quer dizer que o governo e a oposição, neste momento, têm igual responsabilidade sobre o futuro da orgânica do Estado, não tendo, nem um nem outro, a coragem necessária para apresentar tais medidas e sendo necessário pedir ao FMI que escreva umas coisas que legitimem o que aí vem. Ninguém é inocente.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ainda bem que temos Gaspar nas Finanças

Quando leio esta notícia, que diz que  "as metas de redução de despesa só podem ser atingidas" caso a reforma do Estado tenha o foco "nas maiores rubricas orçamentais, particularmente na factura dos salários públicos e na despesa com pensões"., penso que é uma sorte termos Vitor Gaspar na pasta das finanças.
Se o senhor arranjou 1.100 milhões de euros para salvar um banco mal gerido e que representa apenas 4% do mercado bancário nacional, com muito mais vontade, preserverança, tenacidade e, em seguimento disso, muito mais facilidade, vai conseguir arranjar dinheiro para cobrir as necessidades do Estado, de uma forma justa para todos, sem ter que aumentar mais impostos nem realizar cortes abruptos nos salários e pensões.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Breve explicação para socialista ver ou o manual anti-Seguro

Muitos se espantam do porquê das pessoas do Governo se mostrarem indignadas pelo actual corte do ratting português e, quando cortes idênticos foram efectuados durante o Governo de Sócrates, achariam perfeitamente normal.
Não são só as pessoas do Governo português que se mostram indignadas mas quase toda a comunidade europeia, desde o Presidente da Comissão, Durão Barroso, ao Ministro das Finanças alemão ou à ex-Ministra das Finanças de França e actual Presidente do FMI.
Existe este espanto e indignação porque neste momento, e ao contrário do passado recente português, as agências não têm razão para efectuar tal corte já que é bem visível o esforço de todos para se alcançar as metas impostas pelas entidades externas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma estratégia que leva ao "suicídio"

Vejo malta do PS no Facebook que tem um género de autocolantezinho em cima da foto que diz " Eu defendo Portugal".
Pois muito bem, é dever de todos os portugueses defenderem o seu país nas suas mais variadas áreas, desde a defesa à preservação da natureza.
O que acho caricato é que no contexto puramente político, esta defesa será de quem?!
Certamente que todos concordam que deveremos defender o país de quem nos últimos tempos nos colocou com 804 mil desempregados, de quem foi o responsável pelo descalabro das contas públicas, de quem não colocou a justiça na ordem, de quem não foi capaz de reter os bons jovens licenciados em Portugal, de quem não quis pedir ajuda ao FMI quando deveria e prolongou esse pedido no tempo, endividando ainda mais os portugueses com juros insustentáveis e com vendas de dívida pública completamente ridículas.
Certamente que todos concordam que deveremos defender o país do Governo do PS que nos governou nos últimos 6 anos e das pessoas que o acompanham.
Assim sendo, espero que as pessoas que andam com o slogan " Eu defendo Portugal", quando na realidade se aperceberem que se devem defender deles próprios, não cometam o suicídio político.
Libertem-se das vossas amarras e como cabeças livres que são, vejam o estado em que Sócrates colocou o país. Isto não pode continuar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pequenos pormenores que fazem toda a diferença

Um dia, uma ideia surgiu num líder: provocar eleições no seu terreno por forma a jogar tudo por tudo numa campanha eleitoral onde iria responsabilizar tudo e todos pelos seus actos passados.
Um plano muito simples: colocar uma questão aos portugueses onde a resposta fosse " a culpa é da oposição".
Mais simples ainda, jogar com uma oposição impreparada para ataques de tão vil baixeza.
Para quem como eu gosta de estratégia, um plano deste género, por tão simples e tão eficaz, é admirado por muito tempo e serve de estudo para tudo o que aí vem. Ao escrever isto lembro-me da estratégia Alemã para invadir os Países Baixos e a França na Segunda Grande Guerra: faz-se igual à Primeira que o inimigo nunca iria pensar num ataque semelhante.
Mais ou menos com esta ideia, a cúpula do Partido Socialista, provavelmente durante a campanha presidencial e com o crispar de declarações do Ministro Santos Silva e do Primeiro Ministro Sócrates para com o Presidente da República, adivinhando que Cavaco Silva tomaria alguma posição hostil ao Governo, decidem avançar:


  • A 24 de Fevereiro, adquirem o domínio " Socrates2011.com";


  • A 9 de Março, Cavaco Silva discursa na sua tomada de posse dizendo que não se podem pedir mais sacrifícios aos portugueses;


  • A seguir há um PEC IV que é apresentado em Bruxelas, não sendo comunicado à Assembleia da Republica nem ao Presidente;


  • A falta de confiança aumenta entre os actores políticos;


  • Surge a pergunta, o cerne da questão: "o que preferem, eu e o PEC IV ou o monstro do FMI?"


  • A 23 de Março, o PEC IV é chumbado na Assembleia da República;


  • A partir desse momento surge ao estilo de slogan: o FMI vem para Portugal por culpa da oposição;


  • A 6 de Abril, último dia da legislatura, Sócrates anuncia ao país o pedido de ajuda externa.


Tudo perfeito, parabéns a quem conseguiu arquitectar o plano e colocá-lo em pratica!No entanto, há pequenas coisas que vão ficando para trás, alguns pormenorezinhos: listas atabalhoadas, fazer esquecer os últimos 6 anos de governação, pequenas intrigas que se vão escondendo com uma mentira aqui e ali.


Mas há outros pormenores que não são tão fáceis de esconder e aí o PS falhou em toda a linha: a apresentação do programa.


Como já se tinha visto nas Europeias de 2009, os socialistas lançaram um programa e um candidato e depois pressionaram para que o PSD fizesse o mesmo. Razão: o programa e o candidato eram maus e as gentes do PS já não sabiam como se poderiam defender. Com isso, "exigem" que o maior partido da oposição entre no seu timming para poderem malhar à vontade. O PSD, felizmente, não caiu na armadilha e apresentou o seu programa e o seu candidato quando muito bem entendeu e rumou à vitória com Paulo Rangel.


Aqui passa-se o mesmo: o PS deve ter pensado em Fevereiro que ia para eleições, faz um programa de governação assente no PEC IV e nos números da dívida e de desemprego de Dezembro não os corrigindo à posteriori, não referir a ajuda externa, não retirar megalomanias e meia-bola e força.
Mais uma vez o PSD soube esperar, soube analisar o que seria mais importante para os portugueses: fazer um programa assente nas últimas indicações e previsões, fazer questões à troika, criar um grupo de estudo e só depois, com os pés bem assentes na terra, lançar um programa de governo sério, justo e aplicável.


Foi apresentado a pouco mais de três semanas das eleições?! Óptimo, é mais realista e os portugueses não são tão iletrados como querem fazer pensar que necessitariam de dois meses para ler aquelas páginas.


Ontem foi apresentado um programa justo e equilibrado que assenta em:



  • 10 Ministérios e um máximo de 25 Secretários-de-Estado;

  • Redução do número de Deputados para 181;


  • Extinção dos Governos Civis;


  • Redução para 3 o número de administradores das empresas públicas;

  • Reforma da justiça;


  • O Tribunal de Contas passa a avaliar os organismos que recebem dinheiro público;


  • Redução dos efectivos das Forças Armadas;


  • Regra de 5 para 1 na empregabilidade da função pública;


  • Redução da despesa e do endividamento do Estado;


  • Crescer a 3% ao ano;


  • Privatizar a TAP, ANA, REN, CP Carga, saúde e seguros da CGD, Agência Lusa, alienação de um dos canais da RTP;


  • Reavaliação das grandes obras - TGV e aeroporto de Lisboa;


  • Dinamização do mercado de arrendamento;


  • Revisão e simplificação das leis laborais;


  • Redução da Taxa Social Única;


  • Alargamento da base tributável de IRC;


  • Redução dos escalões de IRS;


  • Revisão do regime das sociedades holding;


  • Revisão do Regime Social de Inserção;


  • Introdução de valor máximo nas reformas públicas;


  • Estímulo ao ensino privado através da subsidiaridade, podendo as famílias escolher as escolas dos seus filhos;


  • Testes nacionais nos 4º e 6º anos de escolaridade;


  • Exames nacionais nos 9º, 11º e 12º anos de escolaridade;


  • Reestruturação do programa Novas Oportunidades;


  • Promoção da Rede Nacional de Escolas Tecnológicas;


  • Levantamento dos cursos do Ensino Superior " sem viabilidade na conjuntura local" a fim da extinção dos mesmos;


  • Programa de doutoramentos em áreas tecnológicas e desenvolvimento de produto.


Desde ontem os portugueses têm 2 fortes razões para votarem PSD nas próximas eleições.


Primeiro, retirar José Sócrates e o Partido Socialista do poder para que o descalabro não continue.


Segundo, colocar no poder Pedro Passos Coelho e a sua equipa porque ao contrário do que querem fazer crer, se preocupam com os portugueses e tiveram o cuidado de redigir um documento, uma proposta de governação séria e justa de forma a devolver dignidade e melhores condições de vida a médio e longo prazo a todos nós.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sócrates e Teixeira dos Santos na conferência de imprensa
Quando alguém souber, poderá dizer-me qual o juro do empréstimo do FMI? Obrigado

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O World Economic Outlook revela que os números do FMI para Portugal são de recessão de 1,5 % em 2011 e 0,5 % em 2012, o desemprego atingirá 12,4 % da população e a inflação será de 2,4 % em 2011 e de 1,4 % em 2012. Poderão ser números preocupantes mas são os números reais. O que poderá afligir neste momento os portugueses é o encarar esta realidade; acreditem que é muito melhor viver com estes números do que com uns inventados, vezes sem conta, por quem apenas quer manter o poder que detém há seis anos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

No dia seguinte ao pedido de ajuda externa, o PSI 20 está a ganhar 5% e a banca ganha entre 5 e 7.5%. É a prova que "os mercados" achavam Sócrates e Teixeira dos Santos una incompetentes e não tinham confiança nessa gente. Agora que deixam outros governarem por eles, os ditos "mercados" voltam a investir em Portugal e nas empresas portuguesas.
As sondagens de hoje de manhã dão uma subida de 7 pontos ao PS. Isto é sinal que a mentira mil vezes dita e repetida que a culpa da entrada do FMI é da oposição está a surtir efeito. É essa mentira que todos, PSD, CDS-PP, BE e PCP devem combater.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sem demora, ao contrário das suas previsões e de tudo quanto disseram Sócrates, Silva Pereira ou Assis.

terça-feira, 29 de março de 2011

..."No essencial, Sócrates (e consigo o PS que este impulso mobiliza mais do que o pântano anterior) decidiu caminhar para eleições o mais cedo possível, no seu tempo, nos seus termos e no contexto do seu cenário. Este assenta em dois momentos: a apresentação, de forma provocatória e chantagista, de uma proposta inaceitável pela oposição, em particular pelo PSD; e, depois, desenvolver a partir dessa rejeição uma dicotomia simples, fácil de explicar, verosímil e que acima de tudo assenta numa self-fulfilling prophecy, ou seja, realiza-se sempre. Esta self-fulfilling prophecy é da inevitabilidade da intervenção externa, que será a partir de agora resultado já não da sua política, mas das acções dos outros, principalmente do PSD. A "entrada do FMI" mudou de culpado. O Fundo agora já pode entrar, porque entrará sempre por culpa dos seus opositores e, no plano da retórica política, este é o argumento eleitoral central com que vai a eleições: "Eu quis salvar o país, apresentei um PEC que foi unanimemente elogiado na Europa e pelo BCE, e a oposição, o PSD, recusou-o, entregando o país ao estrangeiro." "Eu sou patriota, eles são traidores, como se vai ver."..." José Pacheco Pereira @ Público

quinta-feira, 24 de março de 2011

as mais esfarrapadas desculpas... e ninguém aprendeu nada

Desde Augusto Santos Silva, na TSF ás 9 da manhã a Tomás Vasques no seu blog, já ouvi de tudo, do mais incauto ao mais esfarrapado ou rebuscado.
É triste porque parece que ninguém aprendeu nada: se são pedidos esforços aos portugueses, se o FMI entrar em Portugal deve-se única e exclusivamente à forma como José Sócrates e o PS governaram Portugal nos últimos 6 anos.
Não caiam na tentação de acreditar que o FMI vem devido ao discurso de Cavaco Silva ou à recusa do PSD em salvar ( mais uma vez) o governo.

terça-feira, 22 de março de 2011

A crise política gerada por Sócrates - IV

Esta crise teve vários pontos-chave:

  • Sócrates sabe que mais cedo ou mais tarde o FMI vai entrar em Portugal devido ás políticas erradas do Governo, principalmente de 2008 a esta parte;
  • Sócrates sente-se atiçado com o discurdo de tomada de posse do Presidente da República e decide agir;
  • Sócrates não quer ver o seu nome associado ao FMI e tenta colá-lo ao PSD;
  • O PEC IV é aprovado em Bruxelas e Sócrates não dá conhecimento a ninguém, nem aos seus Ministros, nem ao Presidente, nem à Assembleia;
  • Toda a oposição e o próprio Presidente da República não têm porquê de ir ao encontro das posições do PEC IV devido à posição estratégica de Sócrates em não lhes ter dado conhecimento;
  • Sócrates coloca o discurso em " Ou eu ou o FMI";
  • Sócrates mente aos portugueses dizendo que o PEC IV ainda pode ser aprovado e alterado na Assembleia da República - Bruxelas já disse o contrário;
  • Sócrates parte para eleições fazendo-se de vítima.

Como diria o personagem Abrantes, " No meio deste jogo rasteiro (e com rasteiras), o interesse nacional é completamente irrelevante.".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Há camaradas que se queixam que o primeiro mandato do Presidente Cavaco Silva foi pouco interventivo, que deveria, até, ter dissolvido a assembleia para garantir um governo de maioria.
Posto isto, não entendo esses mesmos camaradas que acusam o candidato e Presidente Cavaco Silva de causar uma crise política apenas por chamar à realidade os portugueses de uma maneira geral e os políticos, opinion makers, jornalistas de modo particular, para a responsabilidade do Governo na entrada do FMI em Portugal.
Vá-se lá entender esta malta!