segunda-feira, 7 de maio de 2012

Colectânea de musicas para enfrentar a crise II - VII

O diabo


" Venho o diabo e escolha" entre Hollande e Sarkozy.

Então não é que o mafarrico escolheu Hollande?!

E agora Europa, o que vai ser de nós?

domingo, 6 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

" O país tem 15% (?) de desempregados. Está sob tutela externa. Não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Está a fazer cortes brutais em áreas sociais, como Educação e Saúde. Está a ver se sai da recessão. É este país, cercado de problemas, que perde um dia inteiro a discutir a promoção do Pingo Doce. Até na Assembleia da República...

Faz sentido? A resposta desdobra-se em dois planos: o do consumidor e o da classe política. Primeiro o consumidor. Faz sentido criticar quem foi às compras? Não. O consumidor é racional e uma promoção de 50% (que devia ter sido preparada com mais cuidado, é verdade) faz diferença. Não perceber isso é ignorância.

Agora a classe política. A Jerónimo Martins violou a lei? Só se tiver feito “dumping”. E enquanto as autoridades (Autoridade da Concorrência, ASAE, tribunais) não se pronunciarem sobre isso, o assunto aconselha prudência. Foi o que fez a classe política? Não. Primeiro alguns deputados meteram os pés pelas mãos, tentando crucificar a Jerónimo Martins (ai os recalcamentos…!). Depois acabaram a afirmar que houve dumping, “substituindo-se” às autoridades. Pergunta: e se as autoridades concluírem que não houve dumping? Voilà: não acontece nada aos deputados. Têm imunidade…

Mas voltemos ao essencial: como é que uma promoção se transformou no principal assunto de discussão política? Não há assuntos mais importantes para tratar? Claro que há. Mas a matéria prestava-se ao folclore: dos sindicatos e da classe política, sobretudo da que está mais à Esquerda. A “jornada de luta” do 1º de Maio foi uma desilusão tão grande (obnubilada por uma simples campanha comercial), que era preciso esconder o fracasso a todo o custo."

Camilo Lourenço

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dualidade


Não gosto de pessoas que se armam em fortes com os fracos e são fracos com os poderosos. Demonstra uma dualidade de critérios, uma distinção entre cidadãos de primeira e de segunda e, até, falta de carácter.
Na corrupção isto é normal: procura-se e criminaliza-se a pequena fuga aos impostos dos cafés e restaurantes, das tabacarias e vendas de jornais, de pequenas fábricas quase artesanais mas não se preocupam com as grandes negociatas. Aí até se dá o caso da inveja dar lugar à punição.
Também é normal assistir-se a este tipo de comportamento no mundo dos negócios, esquecendo-se “os grandes” que têm a obrigação moral e social de olharem para “os pequenos” para que um dia eles também possam crescer, alimentando a economia. Em vez disso, vê-se “um grande” a tentar dizimar o pequeno sem que isso represente grande ganho para si mas apenas pelo prazer de dizer que é forte, que é ele que manda.
Nas manifestações desportivas também se passa a mesma coisa. Porquê uma equipa como o Benfica, estando a ganhar 7-0 ao Cascalheira de Baixo vai meter mais dois avançados ao intervalo do jogo?! Para dizimar o adversário?! O importante seria ganhar por um ou dois ao Porto. É necessário ter respeito pelas pessoas.
Por falar em manifestações desportivas, é tradição associarem-se os Jogos Olímpicos e demais competições a nível mundial a jogos de paz e pela paz, fomentando o encontro de civilizações através do desporto. E se isso for verdade é natural e salutar que os jogos a nível internacional se realizem em países que cumpram a Carta dos Direitos Humanos.
Ontem Durão Barroso e Angela Merkel anunciaram que não iriam assistir aos jogos de futebol na Ucrânia.
A pergunta que deixo é simples: onde estavam eles em 2008, aquando dos Jogos de Pequim? Onde estão eles quando se realizam GP em alguns países árabes ou manifestações  desportivas de grande envergadura em alguns países africanos?!
Penso que é muito correcto não irem à Ucrânia porque lá não se cumprem os Direitos Humanos e a prisão de Yulia Timoschenko indica isso mesmo. Mas, o que acontece aos opositores do governo chinês, de alguns países árabes, de alguns países africanos e de alguns países da América do Sul?!
Especulando, penso que o problema aqui não é tanto “Direitos Humanos” mas é mais “gás natural” como noutros países é “petróleo”: se eles existem, cumprem-se os Direitos Humanos, se não existem, não cumpre os Direitos Humanos.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu penso que os nossos políticos deveriam ter feito ao Tratado aquilo que muitos dizem: rectificado.
E com uma fresa bem grossa!!

O tiro

Costuma-se dizer que Portugal só aparece na parte superior dos rankings nas más noticias.
Hoje, mais uma vez, os factos vêm provar isso mesmo: Portugal é o primeiro país a ratificar o Tratado Orçamental Europeu.
Sem discussão - já nem falo em referendo - sem informação, assinamos de cruz o nosso fim.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Um editorial, um negócio, o país

Pedro Santos Guerreiro dá a mão à palmatória em relação a Jorge Coelho. Terá razão ou não?!
Mais importante do que isso, muito mais importante, é a visão de como ficará o país sem o sector da construção: das grandes, das médias e das pequenas obras.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Em prol do turismo

Uma boa notícia, esperando que a medida se concretize.
Se se gastam tantos milhões de euros por ano em campanhas do Turismo de Portugal por esse mundo fora, vendendo um país à beira mar plantado como um excelente destino de férias de praia, serra, gastronómicas, desportivas, etc., será bom que os turistas que chegam até nós de carro consigam circular pelo país livremente, de forma descomplicada e confortável.
Assim sendo, ou colocam portageiros para o pagamento ser realizado na hora e em dinheiro ou não emitam multas a carros de matrícula estrangeira.
Espero que não se esqueçam que não é só o Algarve que necessita de tais medidas mas também o Alto-Minho e a ligação da A25 que liga Vilar Formoso a Aveiro - a praia mais próxima de Salamanca e onde muitos espanhóis têm a sua casa de férias.

sexta-feira, 30 de março de 2012

domingo, 25 de março de 2012

A/c de todos quanto criticaram Cavaco, dizendo que ele ganha muto para as suas funções

Muita gente tem criticado Cavaco Silva, Presidente de todos os portugueses, devido a declarações proferidas por si, muitas vezes correctas no conteúdo mas vestidas de uma roupagem não muito apropriada. Tais declarações têm provocado uma série de comentários impróprios para com o Presidente, sobretudo da esquerda mas também da direita. Quem as profere, chega, no limite, a exigir a demissão do Presidente (???) e a afirmar que ele ( e todos os politicos em geral) deveria ganhar o ordenado mínimo.
Falando para a ala esquerda, um dos pensadores que devem atentamente seguir, penso eu, será George Bernard Shaw, escritor, dramaturgo, jornalista, ensaísta, irlândes do sec XIX e XX e que muito escreveu sobre o socialismo.
Bernard Shaw em " Um socialista associal" escreve sobre o Rei de Inglaterra " Um rei nos dias de hoje é apenas um boneco que serve para desviar as atenções dos verdadeiros opressores da sociedade e a fracção do salário que um rei pode gastar conforme lhe apetece é normalmente demasiado pequena para o risco que corre, para os problemas que enfrenta e para a situação de escravidão pessoal a que está reduzido. Que indivíduo em Inglaterra está em pior situação situação do que o nosso monarca constitucional? Negamos-lhe toda a privacidade. Ele não pode casar-se com quem escolher, ligar-se a quem preferir, vestir-se de acordo com os seus gostos, ou viver onde lhe apetecer. Não acredito sequer que possa inclusivamente comer ou beber o que mais gosta. O seu gosto por tripas e cebolas poderia provocar um protesto do Concelho Privado. Impomos-lhe tudo o que deve fazer, excepto os seus pensamentos e sonhos e até mesmo este tem de guardar para si próprio se, na nossa opinião, não forem adequados à condição que ocupa.".
Será a posição do Rei muito diferente daquela que a Constituição impõe a todos os Presidentes da Republica, especialmente a Cavaco Silva, porque a cumpre?!