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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A credibilidade da CGTP

Nos últimos dias, devido às inúmeras dificuldades com que infelizmente vivem muitas famílias portuguesas e com o desenrolar das manifestações, a credibilidade da CGTP junto dos trabalhadores e junto da população em geral, tem aumentado.
Arménio Carlos, em Setembro, afirmou que queria manifestações pacíficas.
Ainda hoje, pessoas da CGTP que estiveram na greve geral do dia 14 vêm afirmar que a manifestação da CGTP acabou com o discurso do Secretário Geral, utilizando esse argumento para defender a actuação da polícia porque liberdade não é libertinagem.
Ou seja, as manifestações que se têm visto, com alguma violência à mistura, não são da responsabilidade da CGTP... porque a partir do momento que Arménio Carlos permitir uma manifestação violenta, não serão uns miúdos com acne na cara a fazerem frente aos polícias. Serão os trabalhadores da estiva e da metalomecânica, acostumados a fazerem força para trabalhar,em que as pedras que atirarão serão maiores que as da calçada portuguesa.

sábado, 15 de setembro de 2012

Manifestação apartidária?!

Dentro de algumas horas, nas principais cidades do país, vão-se concentrar pessoas manifestando-se contra a Troika, exigindo a demissão de Passos Coelho, exigindo a demissão de toda a classe política e muitas outras coisas, numa autêntica verborreia.

 
Amigos meus, democratas, votantes em todas as eleições, vão estar presentes. Eu não. Em Março de 2011, numa manifestação idêntica, na altura contra Sócrates, também não participei.
Por muita razão que todos nós tenhamos em nos manifestarmos contra a Troika, contra as políticas deste Governo, existindo o direito à indignação e à manifestação, temos que escolher a altura e os meios para o fazermos.
Vamos ter manifestações, porventura com milhares de pessoas, onde vão estar democratas, amantes da liberdades, cumpridores dos seus deveres como eleitores, vamos ter a extrema direita, vamos ter a extrema esquerda, vamos ter sindicatos, grupos anarquistas.

 
Será uma amalgama de gente, idêntica à manifestação de Março de 2011, com a única diferença que sai a JSD e entra a JS.
Vai ser uma manifestação apartidária mas onde, certamente, vão estar presentes Francisco Louçã para a sua última grande aparição pública, João Semedo, Catarina Martins, Arménio Carlos.
Também vão estar presentes gentes da "cultura subsidiada", chic a valer - jornalistas, actores, músicos, artistas plásticos, etc. - que, em claro sinal de corporativismo ( esse que foi abolido com o 25 de Abril de 1974 e não consagrado na Constituição de 1975) com os seus colegas "artistas" da RTP, vão querer reinvidicar subsídios para a "cultura" e a manutenção da televisão do estado.
Segundo os organizadores vão ser manifestações apartidárias mas a comunicação social, muitas vezes em conluíu com os amigos, vai tratar de dar voz a  Francisco Louçã, João Semedo, Catarina Martins e Arménio Carlos.
 
Aí, em vez da ferocidade demonstrada para com alguns ministros, em vez de fazerem perguntas inteligentes e de acordo com o seus pensamentos, serão só "paninhos quentes" e "palmadinhas nas costas".
Podiam aproveitar estes momentos de grande manifestação popular e perguntar se nacionalizavam a banca, os seguros, a Galp, Portugal Telecom, Sonae, Jerónimo Martins e demais grandes empresas. Podiam perguntar se aplicavam uma taxa de 75%, ou mais, aos ordenados mais elevados. Podiam perguntar se nacionalizavam a comunicação social ou se simplesmente a censuravam. Podiam perguntar se taxavam os bens de luxo com 100%. Podiam perguntar se fechavam os estabelecimentos de ensino privado - desde o primeiro ciclo ao ensino superior. Podiam perguntar se abandonávamos o Euro. Podiam perguntar se se fechariam as fronteiras. Podiam perguntar se fechariam a Assembleia da República e mandariam para o exílio os ex deputados, ministros, secretários de estado do CDS, PSD e alguns do PS.
Nestas alturas, os jornalistas deviam perguntar tudo isto. Mas não. Limitam-se a colocar um microfone à frente e a transcrever tudo, sem escrutínio.


 
Por tudo isto, por muita vontade que teria em dizer "basta", não vou estar presente em nenhuma manifestação porque não quero fazer parte da "massa humana" que aparecerá nas televisões e nos jornais e que legitimarão as palavras dos líderes políticos radicais que vão estar presentes.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A sucessão

Começou hoje o congresso da CGTP e que é historicamente marcado pela saída de Carvalho da Silva, detendo o poder dos sindicalistas ortodoxos há 25 anos.
A sucessão em causa não é com Arménio Carlos mas sim outra, bem mais interessante, bem mais poderosa!
A saída de Carvalho da Silva certamente irá provocar mudanças no PCP.
Digo certamente porque no PCP "liberdade" é uma palavra estranha no léxico dos camaradas e, dado isso, nós não sabemos bem o que se passa no interior do partido.
Assim sendo, a saída de Carvalho da Silva irá provocar mexidas no PCP porque quer Carvalho da Silva quer Francisco Lopes estarão ávidos do poder comunista e tudo farão para retirar o Senhor Jerónimo de Sousa ( e digo Senhor com o máximo respeito) do lugar cimeiro do partido e passarem eles a comandar o Partido.