A Lei da Limitação de Cargos Autárquicos começou a ganhar forma nos primeiros dias do governo do Sócrates, tendo dois objectivos: um directo e outro indirecto.
O objectivo directo seria o da aprovação da lei antes das autárquicas de 2005 - apesar do PS ter ganho facilmente as eleições legislativas, previa-se que o PSD, com outra liderança e com o manancial autárquico que possui, iria ganhar as eleições de Outubro.
Sócrates não queria terminar o seu reinado, 7 meses após o ter conquistado, ainda por cima, em eleições que "não lhe diziam respeito".
O segundo objectivo, indirecto, camuflado, seria o de passar da Limitação de Cargos Autárquicos para Limitação de Cargos Políticos - como acontece na Presidência da Republica -, retirando, com isso, Alberto João Jardim do poder.
Mais cambalhota, mais empurrão, a lei, finalmente, conheceu a luz do dia.
Penso que é uma boa lei; omissa num ponto mas, no geral, uma boa lei.
Como democrata, como darwinista, acredito que para existir evolução da espécie tem que existir renovação. Não devemos esquecer o passado mas temos que olhar o futuro; os tempos, as acções e as pessoas convergem em determinada altura mas tendem, gradualmente, a divergir.
Posto isto, acredito que pessoas que estão há 12 ou mais anos à frente de instituições, deverão abandonar os seus cargos e aplicar toda a sua experiência em prol da sociedade, noutra actividade: poderão subir um patamar - passar da Junta de Freguesia para a Câmara Municipal -, poderão escrever as suas memórias, organizar workshops sobre gestão autárquica, fazerem consultoria, etc.; com uma ressalva: acredito que em freguesias com pouca população e com fronteiras físicas e culturais ténues, possam existir "repetição de mandatos".
O que eu não posso, de todo, concordar, é que numa atitude revanchista, carregada de populismo marialva, hajam candidaturas a câmaras municipais vizinhas.
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sábado, 15 de dezembro de 2012
domingo, 2 de outubro de 2011
Jantar comício PS Madeira - II
António José Seguro, ao contrário do líder do PS Madeira que acusou Jardim de "ladrão", passou parte do discurso a atacar Passos Coelho.
Entendo que ele o faça porque é parte do seu papel como líder da oposição. No entanto não deveria ter memória curta, ou será que já se esqueceu do seu arqui-inimigo Sócrates?
Seguro acusou Passou Coelho de estar a maquilhar as contas da Madeira mas esquece-se que o que se passa na Madeira não é de agora, é de há muito, especialmente dos últimos quatro anos.
Ao esquecer-se disso, esquece-se também que quem governou até há três meses foi o PS de Sócrates,autorizando tudo o que se passou na Madeira.
Posto isto, se o Bloco, o PCP e até o CDS quiserem criticar as políticas de Jardim, que o façam a seu belo prazer. No caso do PS, não ficavam mal na fotografia se mantivessem a boca fechada porque compactuaram com tudo o que Alberto João Jardim fez nos últimos seis anos.
Entendo que ele o faça porque é parte do seu papel como líder da oposição. No entanto não deveria ter memória curta, ou será que já se esqueceu do seu arqui-inimigo Sócrates?
Seguro acusou Passou Coelho de estar a maquilhar as contas da Madeira mas esquece-se que o que se passa na Madeira não é de agora, é de há muito, especialmente dos últimos quatro anos.
Ao esquecer-se disso, esquece-se também que quem governou até há três meses foi o PS de Sócrates,autorizando tudo o que se passou na Madeira.
Posto isto, se o Bloco, o PCP e até o CDS quiserem criticar as políticas de Jardim, que o façam a seu belo prazer. No caso do PS, não ficavam mal na fotografia se mantivessem a boca fechada porque compactuaram com tudo o que Alberto João Jardim fez nos últimos seis anos.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Por que é que apesar de tudo Jardim vai ganhar
- O PND barrica-se no Jornal da Madeira
- O PTP, através de Coelho, aparece com uma carrinha e um megafone a chamar fascista a alguém e a dizer que é necessário o uso de armas
- O cabeça-de-lista do PS aparece a meio da tarde como mediador do conflito, ao estilo de negociador do FBI
Enquanto isso, Alberto João Jardim disse que se houvesse algum problema, algum tumulto, a PSP que resolvesse.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Raramente, mas muito raramente concordo com as ideias das pessoas do Bloco.
Costumam falar de democracia de alternância como que culpabilizando o povo por não votar neles, como se o PSD ou PS chegassem ao poder através de algum Golpe de Estado.
Hoje tive uma agradável surpresa ao ver que Daniel Oliveira escreveu "Responsabilizar criminalmente Jardim pela dívida é desresponsabilizar a democracia", dando a entender que é esse mesmo povo, que constitui a democracia a quase 100%, que deve julgar os actos da governação de quem quer que seja.
Se a Madeira se individou durante a governação de Jardim, Oeiras com Isaltino ou Portugal inteiro com Sócrates, a maior responsabilidade disso foi de quem votou nessas pessoas, de forma continuada, porque pensavam que poderiam viver melhor da forma que viviam.
Assim sendo, a culpa é de todos, a começar em quem votou; não queiram agora desresponsabilizar-se desse acto democrático e querer que a justiça resolva o que não é da sua competência.
Caso se começa a responsabilizar criminalmente actos de governação, vamos deixar de ter pessoas a concorrem a cargos públicos!
Costumam falar de democracia de alternância como que culpabilizando o povo por não votar neles, como se o PSD ou PS chegassem ao poder através de algum Golpe de Estado.
Hoje tive uma agradável surpresa ao ver que Daniel Oliveira escreveu "Responsabilizar criminalmente Jardim pela dívida é desresponsabilizar a democracia", dando a entender que é esse mesmo povo, que constitui a democracia a quase 100%, que deve julgar os actos da governação de quem quer que seja.
Se a Madeira se individou durante a governação de Jardim, Oeiras com Isaltino ou Portugal inteiro com Sócrates, a maior responsabilidade disso foi de quem votou nessas pessoas, de forma continuada, porque pensavam que poderiam viver melhor da forma que viviam.
Assim sendo, a culpa é de todos, a começar em quem votou; não queiram agora desresponsabilizar-se desse acto democrático e querer que a justiça resolva o que não é da sua competência.
Caso se começa a responsabilizar criminalmente actos de governação, vamos deixar de ter pessoas a concorrem a cargos públicos!
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Como é que Alberto João Jardim poderia sair por cima?!
A resposta é muito simples: demitindo-se.
Sempre fui um defensor de Alberto João Jardim, adoro a Madeira e penso que ele fez obras notáveis, contra tudo e contra todos. No entanto há alturas em que se deve deixar correr o rumo; a sua época já acabou.
Hoje li que os alemães olham para Portugal da mesma forma que os continentais olham para a Madeira. Se assim é, também poderão olhar para Sócrates da mesma forma que agora nós olhamos para Jardim.
E se assim é, da mesma forma que escrevi que Sócrates, após o resgate, deveria ter um pingo de vergonha e não se candidatar, digo o mesmo de Jardim.
Contudo, não pensem que eu penso que Jardim e Sócrates são iguais: a obra do madeirense e a quantidade de vitórias políticas que teve falam por si, coisa que o ex-PM não tem!
Sempre fui um defensor de Alberto João Jardim, adoro a Madeira e penso que ele fez obras notáveis, contra tudo e contra todos. No entanto há alturas em que se deve deixar correr o rumo; a sua época já acabou.
Hoje li que os alemães olham para Portugal da mesma forma que os continentais olham para a Madeira. Se assim é, também poderão olhar para Sócrates da mesma forma que agora nós olhamos para Jardim.
E se assim é, da mesma forma que escrevi que Sócrates, após o resgate, deveria ter um pingo de vergonha e não se candidatar, digo o mesmo de Jardim.
Contudo, não pensem que eu penso que Jardim e Sócrates são iguais: a obra do madeirense e a quantidade de vitórias políticas que teve falam por si, coisa que o ex-PM não tem!
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sábado, 29 de janeiro de 2011
O Jardim dos Açores
Desde sempre que ouvi dizer cobras e lagartos de Alberto João Jardim: ditador, intriguista, usurpador, populista, abusador de poder.
Alberto João Jardim, devido à forma entusiasta de fazer política e, sobretudo, devido ás inúmeras vitórias que trouxe ao PSD, coleccionou inimigos ( alguns dentro do partido), coleccionou críticas, coleccionou maledicências. E se se vir bem a origem delas, tem sido sempre a mesma origem: o PS e a nova/ velha esquerda moralista do BE.
Comparando o seu papel na política e o seu poder instalado com o papel político e poder instalado de Carlos César, Jardim é quase apelido de parque infantil!
Sem ser exuberante, sem ser publicamente intriguista, Carlos César faz muito pior a Portugal do que querem fazer crer que faz Alberto João Jardim.
As ultimas afrontas que esse senhor teve para com os Portugueses, que em altura de crise económica e onde todos se viram com salários reduzidos, não acatou os desígnios do Governo, criando uma situação especial para os Açores.
Eu sinto-me ofendido e creio que todos os portugueses também se sentirão.
Mediante isto, gostava de ouvir a explicação que os 152 deputados - do PS, BE, PCP, Verdes, CDS-PP, Mota Amaral e Joaquim Ponte - que votaram favoravelmente os Estatuto dos Açores têm a dar aos Portugueses por um Governante desrespeitar ordens superiores, colocando a economia e a saída da crise em causa, e em que nem o próprio Presidente da República poderá fazer o que quer que seja.
Se Alberto João Jardim fizesse metade do que esse senhor fez, certamente que existia muita gente com vontade de afogar a Ilha da Madeira.
Alberto João Jardim, devido à forma entusiasta de fazer política e, sobretudo, devido ás inúmeras vitórias que trouxe ao PSD, coleccionou inimigos ( alguns dentro do partido), coleccionou críticas, coleccionou maledicências. E se se vir bem a origem delas, tem sido sempre a mesma origem: o PS e a nova/ velha esquerda moralista do BE.
Comparando o seu papel na política e o seu poder instalado com o papel político e poder instalado de Carlos César, Jardim é quase apelido de parque infantil!
Sem ser exuberante, sem ser publicamente intriguista, Carlos César faz muito pior a Portugal do que querem fazer crer que faz Alberto João Jardim.
As ultimas afrontas que esse senhor teve para com os Portugueses, que em altura de crise económica e onde todos se viram com salários reduzidos, não acatou os desígnios do Governo, criando uma situação especial para os Açores.
Eu sinto-me ofendido e creio que todos os portugueses também se sentirão.
Mediante isto, gostava de ouvir a explicação que os 152 deputados - do PS, BE, PCP, Verdes, CDS-PP, Mota Amaral e Joaquim Ponte - que votaram favoravelmente os Estatuto dos Açores têm a dar aos Portugueses por um Governante desrespeitar ordens superiores, colocando a economia e a saída da crise em causa, e em que nem o próprio Presidente da República poderá fazer o que quer que seja.
Se Alberto João Jardim fizesse metade do que esse senhor fez, certamente que existia muita gente com vontade de afogar a Ilha da Madeira.
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