Que Portugal é considerado um "país de brandos costumes", já todos sabíamos.
Que vivemos 48 anos debaixo de uma ditadura onde até poderá ter havido a industrialização nos anos 60, não entramos na guerra e conseguimos acumular riquezas consideráveis, mas não havia liberdade e que pouco ou nada se fez de concreto contra isso, a não ser a inércia de apoiar um golpe de estado, também o sabíamos.
Hoje tivemos a leitura da sentença de um caso que atenta contra a liberdade de imprensa e liberdade de informação e, mais uma vez, fica provado que isso são coisas de menos importância.
Certamente há quem considere que liberdade e informação não colocam fartura na mesa e não vale a pena lutar por algo tão natural como respirar, comer ou beber.
Ricardo Rodrigues foi condenado a pagar 4.950 € de multa no caso dos gravadores roubados na Assembleia da República aos jornalistas da Sábado.
Barato. Certamente mais barato do que a consequência que teriam as respostas às perguntas que foram feitas e que tanto incomodaram o deputado socialista.
Além de ser barato cometer um crime que lesa 10.000.000 milhões de portugueses ( todos têm o direito a serem informados), há coisas conclusões tomadas que, a meu ver, não têm lógica.
A acreditar na notícia do Económico, " O tribunal considerou que o arguido actuou "de forma irreflectida" quando se apoderou dos gravadores." e, mais à frente " O deputado socialista, que é advogado de profissão, disse que se apoderou dos gravadores para ter uma "prova" sólida para apresentar ao juiz que viesse a decidir a providência cautelar, que intentou dias depois, sobre a publicação da entrevista, que temia que viesse a ser "deturpada".".
Então o roubo foi de forma irreflectida ou de forma premeditada?!
Será que ninguém se preocupa com isso?
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terça-feira, 26 de junho de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
A licenciatura de Sócrates no Clube dos Pensadores
Joaquim Jorge, no Clube dos Pensadores, a dada altura sobre a licenciatura de Sócrates diz " Deixem o homem em paz , já chega. Já pagou em parte pelo que fez , perdeu as eleições ".
Não pode ser assim. Uma pessoa responde perante o eleitorado sobre factos políticos e responde perante um juiz sobre factos criminais, não se podem misturar as coisas.
Estranho é que Joaquim Jorge, no mesmo texto, refere " Há uma Justiça quando se é Primeiro-Ministro e há outra quando não se é? Também fica a ideia que quando se é Primeiro-Ministro consegue-se abafar e esconder debaixo do tapete alguns atropelos." e é contra esta justiça, aqui preconizada por mais um caso de Sócrates, que deveremos exigir reformas, permitindo um acesso igual de todos ao sistema judicial.
Não pode ser assim. Uma pessoa responde perante o eleitorado sobre factos políticos e responde perante um juiz sobre factos criminais, não se podem misturar as coisas.
Estranho é que Joaquim Jorge, no mesmo texto, refere " Há uma Justiça quando se é Primeiro-Ministro e há outra quando não se é? Também fica a ideia que quando se é Primeiro-Ministro consegue-se abafar e esconder debaixo do tapete alguns atropelos." e é contra esta justiça, aqui preconizada por mais um caso de Sócrates, que deveremos exigir reformas, permitindo um acesso igual de todos ao sistema judicial.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Ao estado em que chegamos
Começo por dizer que sou benfiquista e, devido a isso, para o comum dos mortais, deveria estar contente com esta notícia. Mas não estou.
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para as pessoas a quem, por falta de meios, tempo ou vontade, não conseguem dar resposta aos seus problemas?!
Bem sei que a lei é igual para todos mas aquilo não passou de uns encontrões e uns tabefes num jogo de futebol, quando no mesmo jogo de futebol, quase de certeza, se cometeram ilícitos muito maiores.
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para os ourives ou os donos das gasolineiras que são assaltados e onde se vê perfeitamente a cara dos assaltantes mas que pouco ou nada fazem?!
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para os jovens que muitas vezes são agredidos à porta das discotecas por seguranças das mesmas, muitas vezes sem razão nenhuma, e que daí não resultada nada, nem sequer uma investigação?!
Como é que querem credibilizar a justiça deste país se fazem manchetes com coisas ridículas como esta?!
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para as pessoas a quem, por falta de meios, tempo ou vontade, não conseguem dar resposta aos seus problemas?!
Bem sei que a lei é igual para todos mas aquilo não passou de uns encontrões e uns tabefes num jogo de futebol, quando no mesmo jogo de futebol, quase de certeza, se cometeram ilícitos muito maiores.
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para os ourives ou os donos das gasolineiras que são assaltados e onde se vê perfeitamente a cara dos assaltantes mas que pouco ou nada fazem?!
Com que cara é que os senhores do Ministério Público vão olhar para os jovens que muitas vezes são agredidos à porta das discotecas por seguranças das mesmas, muitas vezes sem razão nenhuma, e que daí não resultada nada, nem sequer uma investigação?!
Como é que querem credibilizar a justiça deste país se fazem manchetes com coisas ridículas como esta?!
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